
Ian O´Leary
Há os que estagnaram num estado de cristalização de puto na idade da parvalheira. Parece que os anos não lhes passaram pela cabeça. Cheios de ideias pré-concebidas sobre tudo, querendo dar lições a todos. Não admira que muitos, depois, tenham problemas em enfrentar a passagem do tempo.
Há cotas que parecem putos e há putos que parecem cotas.
Há aqueles cuja cabeça foi evoluindo, acompanhada por uma sabedoria que os impediu de se enclausurarem no seu mundo, disponibilizando-os para a absorção das gentes e locais por onde foram transitando. Abertos à fusão, renovando-se, reciclando-se.
E, depois, também haverá muitos meios termos.
Haverá velocidades diferentes. Aqueles que não atinam com a embraiagem e andam aos solavancos. Aqueles que estão sempre a travar a fundo, aqueles que usam muito o ponto morto, aqueles que andam às aceleradelas, os que passam nos "verdes tintos", os que andam a dez à hora nas auto-estradas...
Que tal será, se conseguirmos reter aquele "estado adolescente"? Um estado-esponja. Aquela predisposição para a novidade, para absorver, assimilar, desfrutar intensamente, saborear sem julgar.
Corações (e antenas) ao alto!
Mas... com a sabedoria e a capacidade de discernimento de alguém já vivido.

No comments:
Post a Comment