"De Portugal a São Petersburgo, temos cafés, lugares onde podemos instalar-nos de manhã, pedir um café ou um copo de vinho, passar o dia a ler jornais de todo o mundo, jogar xadrez e a escrever. A lista dos livros magníficos que foram escritos em cafés é enorme. Há pessoas que sempre escreveram nesses lugares e preferem essa forma de vida. Não há cafés em Moscovo, uma cidade que faz fronteira com a Ásia. Há uma fronteira clara: Odessa assinala o limite do café. Eu sou uma criatura do café, não do pub. O pub inglês é um animal muito diferente e o bar americano é outro animal completamente distinto também. Sinto-me em casa em qualquer sítio da Europa porque logo que chego me dirijo a um café, ou desafio alguém para um jogo de xadrez, ou peço que me tragam os jornais naquelas estruturas de madeira antigas onde são enrolados. É a sociedade mais igualitária do mundo porque, pelo preço de um café ou de um copo de vinho, se pode ficar o dia inteiro à mesa, a escrever ou a fazer outra coisa. [...] É aí que a vida inteira fervilha."
Ai os cafés!
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I have no real job... Fuck the bread...
"What does it mean to be worth something? Or worth enough? Or worthless? What does it mean to earn a living? What does it mean to be hired? What does it mean to be let go? [...] As I empty the bags and touch the moss, and the leaves, and the twigs, and the berries, and a robin-blue eggshell, I consider how much we depend on useless, arbitrary tasks to prove ourselves. I consider how much we depend on these tasks so we can say, at the very end, we succeeded. [...] Our criteria for earning a life, a living, is mutating like a virus that wants badly to stay alive."
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