Chove e pronto!


Miriam Makeba

Will Power... and Time


I promise myself that I will always look for a rail
that points to my dreams.
I promise myself that I shall walk along it
no matter how long it might take me to reach them,
because one thing I know:
time IS an illusion that makes us pant.

Eis se não quando...


... foi com imenso prazer que encontrei, num blog, este diálogo entre o Calvin e o Hobbes que me tem acompanhado ao longo dos anos e que eu tenho vindo a afixar nos meus locais de trabalho.

To not get lost in translation / defesas / Survival


M C Escher

Talvez por ter interiorizado o meu percurso de vida como algo sempre provisório — inúmeras mudanças de casa, mudanças de país e de continente diversas vezes ao longo da infância e da adolescência, mudanças de língua falada e escrita, o esquecimento total da língua materna, a perda de referências acerca do que era a minha família alargada, alguma instabilidade familiar que, consequentemente, sem surpresas (hoje) daí surgia, irmãos mais novos que requeriam mais atenção, constantes despedidas para não mais voltar a ver — a verdade é que a única coisa verdadeiramente certa que me foi sobrando foi o meu mundo interior, a minha imaginação e o meu pensamento, contando sempre comigo como referencial certo e seguro.
Por força das circunstâncias e/ou por tendência inata (?), o exercitar o pensamento foi algo que me foi fazendo companhia. Uma necessidade, um constante reajustar do referencial. Só comecei a ser uma verdadeira e inveterada tagarela depois dos vinte e alguns anos. Até lá, era o silêncio, a reserva e a timidez que imperavam neste corpo.
Hoje, verifico que o exercício do pensamento objectivo é algo que me fascina cada vez mais. O pensamento "puro", livre de emoção. O raciocínio pelo raciocínio.
Verifico, também, que não é algo muito habitual nos dias que correm. Não existe o hábito de pensar metodicamente. Há uma natural tendência, enorme, para a subjectividade e uma certa dificuldade para pensar sem emoção.
Julgo que o desenvolvimento do raciocínio objectivo pode ajudar imenso na construção da capacidade para dialogar.

"Quanto mais conheço as pessoas, mais me fecho em mim"



Pois é.
Li, uma vez, em qualquer lado que o ser humano ocupa a maior parte do seu tempo livre a reflectir sobre as relações entre as pessoas.
Se for essa a estatística eu, certamente, não fujo à regra, concluindo, hoje e agora, que... quanto mais conheço as pessoas menos razões sinto ter para me fechar em mim própria.

Embora compreenda as razões que, eventualmente, possam levar algumas pessoas a afirmar o que coloquei no título deste post, não vejo qual o ponto nem qual a necessidade... e muito menos no meu caso particular.

... Talvez... se eu, de repente, me visse num qualquer outro planeta habitado por seres "extra-terrestres"... eu me fechasse sobre mim... ou não... quem sabe?

... entretanto ocorreu-me se eu não estarei a entrar em contradição... pelo facto de este blog ser, de certa forma, anónimo... mas, lá está, eu sei que alguns acompanhantes do blog sabem quem eu sou mas, a bem dizer, se calhar até nem me conhecem assim tão bem...
... mas vão acabando por me conhecer aos bocados apesar de raramente me falarem ou, sequer, me verem...
... mas, e conforme eu já terei dito num post algures mais atrás: eu acho que, mesmo assim, há muitas formas de nos revelarmos e uma delas é, também, através daquilo que escolhemos não dizer... e o modo como o fazemos.

O que eu questiono é: o que tenho eu a perder?
Se eu procurar ser coerente comigo própria, igual a mim mesma, não me desprezar (LOL), etc, aquilo que eu tenho dentro será aquilo que eu mostro por fora, digamos.
Depois haverá os telhados de vidro, as falhas, escorregadelas, asneiradas, neuroses... também haverá a vaidade, a mania da perfeição, a teimosia... mas...
... quem assim não for que atire a primeira pedra.

Então... qual a razão para me fechar em mim?
Digo eu.
:)

Mais coisas parecidas aqui, aqui, aqui e aqui.

GENIAL


The Rational Humorous Songs
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Ele há...

Pessoas que, por se sentirem devedoras e gratas, prescindem dos seus direitos ou vontades mais íntimas e sinceras, com receio de melindrarem aqueles a quem devem.
Pessoas que não se importam de meter a cabeça na areia, de tapar o Sol com a peneira... para "não arranjarem chatices".
É muito interessante quando certas reflexões nos levam a concluir coisas que depois de exploradas nos levam a aprender outras coisas muito interessantes.

Fiquei muito curiosa em conhecer o tal senhor Albert Ellis.

Publicar e divulgar fotos de outros nas redes sociais — II

A propósito de uma acesa discussão que surgiu numa página de uma rede social e que teve início num episódio que se passou comigo, gostaria de partilhar com a blogosfera algumas questões que eu acabei por lançar à discussão nessa rede social.

Sabemos que o ser humano é verdadeiramente complexo.
Uns são paranóicos por umas razões... outros serão paranóicos por outras... uns gostam de espiar a vida dos outros... outros gostam de exibir e divulgar a vida dos outros, confundindo-a com a sua... uns gostam de exibir a sua própria vida... uns escondem-se do mundo cheios de medo... uns não olham a meios para defender aquilo que consideram os seus direitos mesmo que para isso tenham de passar por cima de tudo e de todos, sentindo-se cheios de razão.

Os verdadeiros pedófilos fazem-se passar (com êxito) pelos melhores amigos das famílias onde estão as crianças a que pretendem chegar.

E os amigos dos nossos amigos? Encontrar-se-ão, eles, dentro dos nossos parâmetros de AMIZADE?

As fronteiras virtuais não são físicas, são ilimitadas. As vantagens são tão imensas quanto o serão as desvantagens!

Podemos nós confiar nos amigos dos nossos amigos? TODOS?
Se presumirmos que sim não estaremos nós a cair ingenuamente numa certa omnipotência?
Que certezas temos que podemos confiar em absoluto nos amigos dos nossos amigos, que não são nossos amigos?

Os nossos amigos podem mostrar os albuns privados (de outros) a quem muito bem entenderem (basta terem acesso a eles, por ser... amigos).
Por vezes há períodos nas vidas dos pais que nem nos próprios filhos (que supostamente até poderão conhecer melhor que certos amigos) eles confiam!
E com quanta certeza é que podemos confiar nos que elegemos nossos "amigos"?

Tenho pessoas a quem chamo "amigos" e que raramente vejo e que nem estão nas redes sociais, tenho pessoas a quem chamo amigos porque tivemos um passado bom comum apesar de nunca mais me ter encontrado com eles, tenho amigos que... etc, etc

O que é para cada um de nós, SER AMIGO?

Qual o nosso grau de perfeição e lucidez no julgamento que fazemos dos outros... ou até de nós próprios?

O que é isso de CONTROLAR?

Tentemos pensar com objectividade, sem que a emoção interfira no pensamento.

Como dizia uma amiga minha:
I ... MOSTLY RESPECT YOUR ASPECTS AND WISHES. I am also not putting any photos on FB, specially of... [my daughter]. It cannot be for pedofile reasons or political or... or... I am just tired of this big brother world controlling over and losing privacy through so many different things... I want my little universe private.

É uma postura entre milhares. Cada um terá a sua. O importante é que quando se trata de divulgar (seja para quem for) intimidades e filhos menores que não são nossos, ou de divulgar espaços privados dos outros, há que ter o cuidado de pedir permissão e de acatar humildemente a resposta sem julgamentos.

Aceitar a diferença e ser tolerante passa por aí. Será que ser amigo também passa por aí?

Parece-me que será ESTA a questão... porque de resto haverá imensas subjectividades!

Até que ponto é que é legítimo pensar que a nossa vontade de querer manter a nossa vida e a dos nossos privada, é "querer condicionar" ou "controlar" aqueles a quem pedimos para não publicar fotos nossas?

No fundo, no fundo... apenas somos responsáveis por aquilo que fazemos, mas aquilo que fazemos pode ir muito longe. Tanto na divulgação daquilo que não é nosso como no ter o cuidado de proteger aquilo que é nosso ou daquilo que assumimos como nosso, seja isso os amigos, filhos de amigos, animais de estimação, vítimas de holocausto, de violência doméstica ou o património de uma qualquer cidade, etc

Evidências

A NOSSA LIBERDADE ACABA
ONDE COMEÇA A DOS OUTROS

Os perigos de publicar e identificar fotos de crianças (nossas e dos outros) na Internet


Clicar na imagem para ver melhor.

Admitindo que andar na Internet requer alguma aprendizagem, ainda bem que tenho tido quem me alerte para uma ou outra situação em que eu caí em erro, por inocência e falta de conhecimento ou alegre precipitação. Mas ainda vou constatando que há gente que ainda não sabe ou que ainda não tomou consciência.
Há gente que vai aos albuns dos outros (amigos) e coloca tags em fotos puxando-as para as suas páginas pessoais sem se preocupar em saber se outras pessoas que fazem parte dessas fotos se importam que outros amigos, que não os seus, as vejam.
Há gente que quando lhes é chamada a atenção para estas situações, em vez de agradecer a informação, fica ofendida e indignada e acusa, de polícia, quem teve o cuidado de a alertar! Então afinal para que servem os amigos? Para colocar um I Like em tudo o que os outros fazem? Que estranha forma de amizade!
Dá para entender?!?!?!?
LOL
Mais informação aqui.




Fotografias de Terry O'Neill

Fronteiras...

Shutter Island
Os insondáveis meandros da percepção
Fighting (who?) back
Mind(e)scapes


Eu não estou louca, eu não estou louca, vocês não me internem que eu não estou louca!

Frase, de desespero expressado por alguém que me era muito querida, que ouvi as vezes suficientes para que tenha ficado na minha memória, e que tem dado aso, em mim, a muito pensar e questionar.

Qualquer semelhança será pura coincidência?

Malpertuis, Harry Kümel, 1971


Now we treat them. We try to heal, to cure. And if that fails, we at least provide them with a measure of calm in their lives.
Dr. Crawley, in Shutter Island

Seems to me... it's better to die a good man, than live as a monster.
Teddy, in Shutter Island

(uma frase com duplo significado, no contexto das realidades que o filme expõe)

To be a shut island...

One Flew Over The Cuckoo's Nest, Milos Forman 1975

The more we reveal... the more vulnerable we become...
Yet we want to reveal... to share...
The question is how, when, to whom, and to what extent...

vidas

The choice, that is the question!

Devemos andar sempre bêbados. Tudo se resume nisto: é a única solução. Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros e te verga para a terra, deves embriagar-te sem cessar. Mas com quê? Com vinho, com poesia ou com virtude, a teu gosto. Mas embriaga-te.
E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas duma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são: «São horas de te embriagares! Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem cessar! Com vinho, com poesia, ou com virtude, a teu gosto.
Charles Baudelaire, Spleen de Paris

Time is an ilusion that makes us pant.
Não encontro a tecla do "clear history".

Dia do pai


Father & Daughter

Momento de poesia

Eh pá, isto tem piada!

Hide and Seek


Cheirinhos de mim
Cheirinho a Primavera

EUROPEANA


Biblioteca multimédia online

iPhad


Como transformar um iPhone num iPad com multiplas funções.

All in one


Destes



Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So silence
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So sexy
Silence is not sexy at all
L’amusement
Solitude
Die ungesellige Liebe
Die fixe Idee
L‘idée fixe
Nur ich & ich & ich & Tinitus
Wenn die Musik endlich aufhört
Ganz von selbst
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
As sexy as death
Silence is sexy
Silence is sexy
So sexy
So sexy
Just your silence is not sexy at all
Just your silence is not sexy at all
Your silence is not sexy at all!

Cumplicidade?

Ser capaz de compreender tudo e todos implicará obrigatoriamente tê-lo vivido?
Sentir a verdadeira dor do fogo que queima os outros, sem que a chama nos tenha atingido?
Ter conhecimento por observação é ter conhecimento de facto?
Assistir é igual a viver?

A poesia, a grande metáfora, não chega a todos e chega-nos em estádios diferentes da vida e entra quando existir predisposição para tal.

Raise the dust for I must fly towards the inner eye


Abdullah Ibrahim - Desert Air

recordando


Honda 360
Há muitos anos, este foi o meu meio de transporte durante algum tempo. No lugar de trás. Numa época em que uso do capacete ainda não era obrigatório.

... and after a considerable amount of thinking...

... it was then that she realized that her dowry was particularly high.

I got my book, do you have yours?

Predisposições... disponibilidades...

Entraram no estabelecimento, sentaram-se, pediram algo para beber e a conversa foi surgindo naturalmente.
A certa altura:

Amiga A: — Eh pá, não vais começar a desbobinar os teus problemas existenciais, pois não!?

Amiga B: — Ok. Ok. Tens razão, e tal...

E foi assim que passaram um serão agradável, em que a amiga A descarregou o seu saco de problemas existenciais enquanto a amiga B a ouviu com a atenção que achava que ela merecia.

eh pá! Isto ficava-me bem!


comigo!

I dreamt... no hope... false alarm



Convenhamos que por vezes o politicamente correcto atrapalha.

last night I dreamt

that somebody loved me

no hope, but no harm

just another false alarm

A ligação entre o clip e o texto acima é mero fruto de insondáveis sonhos.
As interferências sonoras do western, dispensava-as.
Esta interpretação, da música dos Smiths, é fixe.

Comportamentos de risco



Por não conseguir ser de outra maneira, por ser mais forte do que eu, a minha assertividade já colecciona variadas situações de mal-entendidos, prepotências, humilhações... Acusações de: convencida, agressiva, teimosa, sem coração, doente, entre outras coisas.
O mais terrível é que a experiência já me vai dizendo aquilo que me espera... mas quando se trata de sermos assertivos... não há como evitar. Não podemos mudar os outros.
... ainda bem que há gente para admirar!

in(ner)sight


Como gostaríamos, todos, que houvesse alguém que nos compreendesse na nossa plenitude.
Alguém que fosse capaz de espreitar a nossa essência e se revisse nela.
Como gostaríamos, todos, que houvesse quem fosse capaz de interpretar cada ruga da nossa expressão, cada gesto e postura do nosso corpo.
Alguém que não se sentisse ameaçado com o que a sua capacidade de captar lhe mostra, e que soubesse desfrutar disso.
Seria o ponto de partida para a valorização plena do puro divertimento e bom humor — espaços gratificantes e promotores de felicidade.

e ainda sobre o Hurt Locker



Por acaso eu não vi o filme (apenas) como um filme de guerra, propriamente dito. É claro que é sobre a guerra e sobre a sempre implacabilidade da guerra. Desta vez o cenário é o Iraque. Está mais de acordo com o tempo em que estamos. Mas... a história que eu vejo aqui é a de um homem que, por razões que só ele saberá e que não serão relevantes para a história do filme, só consegue tirar algum sentido da vida se estiver constantemente sob a pressão da morte iminente. Um homem que, para funcionar, precisa de andar no fio da navalha. Viciado em adrenalina. Quem sabe se não será esta a condição ideal para ser um soldado de sucesso.

Acho que os filmes The Deer Hunter e Appocalypse Now retratam melhor a guerra e a loucura que ela provoca em quem participa nela.

A propósito disto.


Sombreros, Philippe Découflé

Arrogance


O diálogo final entre pai e filha, no filme Dogville,
prendeu a minha atenção:


lf you don't want to kill me then why did you come?

Our last conversation, the one in which you told me what it was you
didn't like about me
never really concluded as you ran away. l should
be allowed to tell you
what l don't like about you.
That l believe, would be a rule of polite conversation, you know.

That's why you showed up? And you call me stubborn.
You're sure you're not here to force me to go back and become
like you?


lf l thought there was a chance of forcing you but of course that will
never happen


You are more, more than welcome to return home and become
my daughter again
anytime and l would even begin to share my
power and responsibility
with you if you did

Not that you care

So what is it? What is it, the thing... the thing that you don't like
about me?


lt was a word you used that provoked me. You called me arrogant.

To plunder as it were a God given right. l'd call that arrogant, daddy

But that is exactly what l don't like about you. lt is you that is arrogant!

That's what you came here to say? l'm not the one passing
judgment, Daddy, you are.


No, you do not pass judgment because you sympathize with them.

A deprived childhood and a homicide really isn't necessarily a
homicide, right?


The only thing you can blame is circumstances. Rapists and
murderers
may be the victims according to you, but l call
them dogs
and if they're lapping up their own vomit the only
way to stop them
is with the lash.

But dogs only obey their own nature. So why shouldn't we forgive them?

Dogs can be taught many useful things but not if we forgive them every
time
they obey their own nature.

So, l'm arrogant. l'm arrogant because l forgive people?

My God. Can't you see how condescending you are when you say that?

You have this preconceived notion that nobody, listen, that nobody
can't possibly attain
the same high ethical standards as you so you
exonerate them.
l can not think of anything more arrogant than that.

You, my child... my dear child you forgive others with excuses that
you would never in the world
permit for yourself

Why shouldn't l be merciful? Why?

No, no, no You should, you should be merciful when there is time to
be merciful.


But you must maintain your own standard. You owe them that. You
owe them that.


The penalty you deserve for your transgressions they deserve for
their transgressions

- they are human beings
- No, no, no

Does every human being need to be accountable for their actions?

Of course they do. But you don't even give them that chance.
And that is extremely arrogant. l love you, l love you. l love you
to death
. But you are the most arrogant person l have ever met.
And you call me arrogant! l have no more to say
.

Na mouche!



O postulado fundamental da assertividade é que o "outro" é, a priori, digno de confiança. O que não quer dizer que tenha os mesmos gostos e os mesmos interessses que Eu.

Um lugar onde a mentira não faz sentido.