"À medida que o trabalho de Morton se estende para lá dos hierofantes culturais como Björk e entra nas páginas dos maiores órgãos de informação, ele está talvez a transformar-se no nosso mais popular guia para a nova época. Sim, é verdade que ele tem algumas ideias que parecem muito loucas acerca do que significa estar vivo nos tempos actuais – mas o que significa estar vivo exactamente agora, no Antropoceno, é efectivamente muito louco."
"Morton compara esta consciencialização com as histórias de detectives em que o perseguidor percebe que se está a perseguir a si próprio (os seus exemplos favoritos são Blade Runner e Édipo Rei). “Nem todos nós estamos preparados para ficarmos suficientemente assustados [com esta epifania]”, declara. Mas existe outra reviravolta: apesar de os seres humanos terem causado o Antropoceno, não podemos controlá-lo. “Oh, meu Deus”, exclamou Morton ante mim a certa altura, fingindo estar horrorizado. “A minha tentativa de escapar da teia do destino era a teia do destino.”
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A loucura do Antropoceno
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