Qual Castafiore!



O alcance vocal de Yma Sumac, variou de um Mi2 a um Mi7, numa época em que a média chegou a um cantor de ópera tinha duas oitavas e meia, a primeira cantora a chegar a este posto na história da música. O mais alto dos registros foi um E7, produzidas em vários concertos ao vivo, com certificação de maestros, mas nunca ouviu-se falar em gravações de estúdio, e sua nota mais baixa foi um Mi2. Assim, seu alcance vocal que se estende do Soprano ultra leggero para o baixo de um barítono com total controle e conforto em todos os registros. Foi a única que conseguiu executar a tripla coloratura, superando assim Erna Sack e Mado Robin com seu famoso D7.
Aqui.

Da inteligência. Tudo uma questão de perspectiva.





LOL



A notícia.

Amandine Beyer


Considerada uma das melhores violinistas de música barroca da actualidade.

Diz o 'chef':

"We, the adults of the last 4 generations, have blessed our children with the destiny of a shorter life span than their own parents. Your child will live a life 10 years younger than you. Because of the landscape of food we have built around them."



Fenomenológico!

"No entanto, não ficaria surpreendido se, na realidade, o espaço tivesse um número infinito de dimensões, das quais apenas conseguíssemos ver um número finito. E não ficaria surpreendido se a história que hoje acontece não fosse a mais interessante. Talvez nos primeiros 10-40 segundos tenha existido uma raça de seres com dez dimensões, com uma escala de energia imensamente maior que a de hoje e, portanto, inversamente, uma escala de tempo muito mais curta. Talvez a sua existência tenha sido comprimida no que, para nós, seria uma fracção ínfima do segundo, mas, para eles, teria psicologicamente a duração de cem milhões de anos."
Primo Levi e Tullio Regge in Diálogos sobre a Ciência e os homens

Teen spirit

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... e deixamo-los fugir...

"Eu diria, ironicamente, que a capacidade de trabalho e as qualidades dos profissionais portugueses - um reconhecimento notório noutras áreas e que, finalmente, chegou ao campo da cultura - tem a ver com a dificuldade de fazer projetos em Portugal. Às vezes, é tão complicado que se adquire um treino muito válido noutros contextos", diz. "Quem consegue fazer uma carreira em Portugal, consegue fazê-la em qualquer lugar do mundo." [Pedro] Gadanho assinou um contrato por três anos, renovável, com o prestigiado MoMa, tendo vencido 85 outras propostas a concurso. Enviou um currículo, depois de apalpar possibilidades num concurso para o Storefront for Art and Architecture, em que ficou na shortlist. O que lhe interessa? A cultura contemporânea da arquitetura, os diálogos entre artistas plásticos e arquitetos, o poder deixar uma marca no futuro - e na coleção de arquitetura do MoMa. Outro orgulho histórico para a curadoria portuguesa.

Mais aqui.

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Não, não é aquela simpática e útil que gera filosofia...

"A solidão não ataca os mais pobres, como se fosse um vírus a atacar o sistema imunitário mais fraco. Ataca, também, os que têm mobilidade, dinheiro e vontade de ir ao teatro, a um concerto, a uma biblioteca e não têm com quem. Os que querem ir ao restaurante, ao cinema, dar um simples passeio e, pura e simplesmente, não têm companhia. Interlocutor para uma conversa.

Li que a tendência atual é a de que as várias gerações dependam o mínimo umas das outras, estimulando a solidariedade entre elas. "No mundo ocidental, deixa de ser a obrigatoriedade, mas sim os vínculos afetivos estabelecidos, o que liga as pessoas." Por isso, não é preciso saber fazer muito bem contas, para que fique claro que paralelamente às respostas da sociedade, nós temos de dar as nossas, individualmente. Começar por ter consciência, uma consciência prática, de que, em qualquer idade, devemos gerir o tempo de forma a privilegiar os afetos e a criar laços, é um passo positivo e difícil. Muito difícil, em determinadas fases da vida. Mas fundamental. É como investir num plano poupança reforma, ou noutro produto bancário. Só que muitíssimo mais importante. "

Marta Vaz, aqui.

Um livro é...


"A book is a nice way to start a conversation."
e muito mais, aqui.

...da-se!






Eve Ensler

Em Serralves até 25 de Março. IMPERDÍVEL.



"A ironia só o receptor é que a percebe, mas não faço recurso dela. Acontece ou não. Depois do ponto de vista psicológico a explicação é que em criança era muito envergonhado e a minha vida era muito protegida e cedo tornei-me alcoólico e aquilo a que chama ironia é, provavelmente, o meu raciocínio oblíquo de bêbado. Tenho uma grande prática de conversa de copos a qual faço mesmo quando estou sóbrio. Portanto, a ironia provém de eu querer safar as situações tendo graça ou, se preferir, sendo engraçadinho."
Eduardo Batarda, em entrevista aqui.

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Marienbad