Showing posts with label Eleições. Show all posts
Showing posts with label Eleições. Show all posts

O neoliberalismo e a cultura do ódio – Dos postulados inverificáveis




«cultura do ódio» não é mais do que a manifestação da lógica que fundamenta a própria democracia: a «lógica da desigualdade», a «paixão da desigualdade», aquela que, como escreve Rancière, permite que haja sempre «uma superioridade da qual podemos participar», «onde cada inferior é capaz de encontrar um inferior e desfrutar da sua superioridade sobre ele».

[...] "Ora, tão preocupante como a ascensão de André Ventura é a sublimação que é conferida a esse novo delfim do liberalismo, Tiago Mayan, pela comunicação social. Ainda que a pandemia tenha refreado os ânimos neoliberais, face à súbita descoberta da necessidade de Estado, agora que um novo inimigo externo entrou nos cálculos e considerações do pensamento político, a celebração épica da nova “onda liberal” portuguesa, como se estivéssemos a falar de um canto dos Lusíadas, demonstra apenas a “dificuldade” em perceber como Mayan não é senão a outra face de André Ventura."

[...] A luta política contra a extrema-direita não se fará através da denúncia das suas mentiras, das suas inconsistências ou mesmo da oligarquia das suas máquinas partidárias – está visto, aliás, que esta estratégia redundou num fracasso – mas tem de ser a luta política contra os princípios e fundamentos do próprio liberalismo, a exposição sem fim da sua lógica de desigualdade política, social e económica; a exposição crítica dos seus postulados ideológicos elevados à categoria de entidades inverificáveis, metafísicas e transcendentes.

[...] O discurso de esquerda tornou-se, hoje, mais do que nunca impossível, internamente ameaçado pelas tensões históricas que o constituíram e o desmultiplicaram, externamente descredibilizado pelo aparato mediático: nem os valores mais altos da Constituição Portuguesa e do Estado social, são suficientes para construir uma agenda política eficaz, subjectivadora e mobilizadora.

[...] não é possível uma critica ecológica sem uma crítica do capital, não é possível uma critica feminista sem uma crítica dos modelos de dominação patriarcais do capital, não é possível uma crítica de classe sem compreender a sua composição, a sua multiplicidade étnica, sexual, racial.

Em terra de cegos.. ninguém é eleito!

“when it comes to voter support, physical appearance matters”

“the reasons we vote for particular candidates could have less to do with politics and more to do with basic cognitive processes—in particular, perception.”

On the Face of It: The Psychology of Electability: here