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“We are going to the moon that is not very far. Man has so much farther to go within himself.” [Anaïs Nin]

"Pouco antes da era moderna, a humanidade europeia sabia menos que Arquimedes no século III antes de Cristo, ao passo que, nos primeiros cinquenta anos do nosso século, o número de descobertas importantes foi maior que o de todos os séculos de história somados. No entanto, com igual razão, atribui-se ao mesmo fenómeno a culpa do não menos comprovado aumento do desespero humano, ou do niilismo especificamente moderno que tomou conta de sectores cada vez maiores da população, do qual o aspecto mais significativo é que já não poupa os próprios cientistas, cujo fundamentado optimismo, no século XIX, foi ainda capaz de enfrentar o igualmente justificado pessimismo de pensadores e poetas. A moderna concepção astrofísica do mundo, que teve início com Galileu, e a dúvida que lançou quanto à capacidade de os sentidos perceberem a realidade, deixou-nos um universo de cujas qualidades conhecemos apenas o modo como afectam os nossos instrumentos de medição; e, nas palavras de Eddington, "as primeiras assemelham-se ao segundo tanto como um número de telefone se assemelha ao assinante". Por outras palavras, ao contrário de qualidades objectivas, encontramos instrumentos e, ao contrário da natureza do universo, o homem — nas palavras de Heisenberg — encontra-se apenas a si mesmo."
Hannah Atendt, A Condição Humana

do viver

"The secret of a full life is to live and relate to others as if they might not be there tomorrow, as if you might not be there tomorrow. It eliminates the vice of procrastination, the sin of postponement, failed communications, failed communions. This thought has made me more and more attentive to all encounters, meetings, introductions, which might contain the seed of depth that might be carelessly overlooked. This feeling has become a rarity, and rarer every day now that we have reached a hastier and more superficial rhythm, now that we believe we are in touch with a greater amount of people, more people, more countries. This is the illusion which might cheat us of being in touch deeply with the one breathing next to us. The dangerous time when mechanical voices, radios, telephones, take the place of human intimacies, and the concept of being in touch with millions brings a greater and greater poverty in intimacy and human vision."

Anaïs Nin, in The Diary of Anais Nin, Vol. 4: 1944-1947