" [...] Kyllönen explica que o
plano é mudar o foco, sair do ensino tradicional que forma indivíduos
prontos para obedecer e partir para uma solução inovadora que ajude no
progresso da sociedade finlandesa. A representante de Helsinque detalha
ainda mudanças no modo de avaliar professores, que passariam a ter
feedback da própria classe. Medo de dar errado? “Eu não tenho medo. Esse
novo jeito de ensinar permite resultados muito melhores em diferentes áreas, porque você passa a aprender sobre determinado tema para a vida e não somente para a escola”.
Aqui
Lembrei-me de Simón Rodríguez [tutor de Simón Bolívar]
"Rodríguez defende que as crianças aprendam a pensar, e quanto antes, porque aprendendo a pensar poderão aprender todas as demais coisas e, em particular, a conviver uns com os outros. [...] Rodríguez é muito mais complexo. Seu método não é bem um método: exige um professor que pense, que invente, que se preocupe com todos e cada um e que não aplique cegamente alguns preceitos para transmitir calmamente um saber, mas que seja um leitor reflexivo, que tenha uma relação pessoal com seus alunos [...] Rodríguez propõe um professor que seja um artesão e um artista do seu trabalho: um mestre inventor. [...] Também por isso aprender a ensinar a falar e a pensar estão antes do aprender e ensinar a ler e a escrever: porque o ensino e a aprendizagem primeiros, mais significativos, não são técnicos, mas críticos, de fundamento, e só podem ser realizados em diálogo com os outros. São, em última instância, a aprendizagem e o ensino de uma vida pensante, cuidadosa, que se examina a si mesma, de uma vida que merece ser vivida por todos os habitantes desta terra."
Walter Omar Kohan, in O Mestre Inventor. Simón Rodríguez
"Rodríguez defende que as crianças aprendam a pensar, e quanto antes, porque aprendendo a pensar poderão aprender todas as demais coisas e, em particular, a conviver uns com os outros. [...] Rodríguez é muito mais complexo. Seu método não é bem um método: exige um professor que pense, que invente, que se preocupe com todos e cada um e que não aplique cegamente alguns preceitos para transmitir calmamente um saber, mas que seja um leitor reflexivo, que tenha uma relação pessoal com seus alunos [...] Rodríguez propõe um professor que seja um artesão e um artista do seu trabalho: um mestre inventor. [...] Também por isso aprender a ensinar a falar e a pensar estão antes do aprender e ensinar a ler e a escrever: porque o ensino e a aprendizagem primeiros, mais significativos, não são técnicos, mas críticos, de fundamento, e só podem ser realizados em diálogo com os outros. São, em última instância, a aprendizagem e o ensino de uma vida pensante, cuidadosa, que se examina a si mesma, de uma vida que merece ser vivida por todos os habitantes desta terra."
Walter Omar Kohan, in O Mestre Inventor. Simón Rodríguez
