Os meandros das pulsões




Lascia ch'io pianga
Qualquer luto é inevitavelmente doloroso.

:)

era bom...


... que o prazer que sentimos, quando reconhecemos que crescemos, ajudasse a diminuir as dores do crescimento.
Algo inevitável que vem com o pacote.
Uma terrível constatação.

iPad



Também subscrevo


A resposta que Edgar Alain Prost subscreveu.

Jardins


... de Cao Perrot Studio

Verdades


Na impossibilidade de comentar no próprio local, coloco aqui esta verdade, que subscrevo.

Progresso (?) :)


Foto de Nienke Klunder

Progresso





Filtra o ar, utilizando as plantas (qualquer uma).
Mais, aqui.

Aqui eu podia ser feliz


Foto: Morten Holtum

Tendências / Moda



Trabalhar com tendências de moda, embora possa parecer supérfluo, implica um conhecimento do zeitgeist, do rumo que as pessoas deste mundo tomam, dos seus hábitos, dos seus modus vivendi, dos seus pensamentos e formas de expressão.
As grandes empresas que trabalham nesta área têm ao seu serviço, gente que vive em constante viagem pelos locais culturais mais fervilhantes do mundo, sociólogos, historiadores, antropólogos, designers e artistas variados para analisarem e compreenderem como o ser humano vai estando na vida ao longo do tempo e como se projecta no futuro.
Uma área multidisciplinar.

The Dialogue Tray


de Kiki Van Eijk

consciência ecológica...


Aqui

People say that your dreams...

... are the only things that save ya


The Arcade Fire
Viajara para o frio do Norte levando consigo o livro que se comprometera a ler até regressar. Porém, os dias revelaram-se
longos e repletos de afazeres, e o livro foi ficando pousado na
mesinha-de-cabeceira. Lá fora a paisagem era branca e, à noite, a temperatura descia para os oito negativos — uma mera informação, algo virtual, pois aquilo que sentia era o aconchego proporcionado pela tecnologia. Pensava no sofrimento dos outros, que lhe entrava no quarto através da TV.
A viagem de regresso foi longa. Enquanto o seu corpo era transportado através do espaço aéreo, a sua atenção era guiada, estrada fora, pela sucessão das páginas do livro.
De volta ao conforto imaginado procurou retomar as rotinas.
Fazia frio em Portugal.
Retirou aquele anel que, há já algum tempo, a estava a incomodar, meteu o livro na carteira e deslocou-se até àquela já quase habitual livraria para tomar um café e para comprar o livro que lera até meio numa das últimas vezes que lá estivera.
A sala, decorada com móveis de nações diferentes, reflectia um certo despojamento, e a luz intensa e laranja que emanava do aquecedor e que complementava a iluminação, era aconchegante e perfeita para acompanhar um café com leitura... ao som dos Arcade Fire.
Pensava no sofrimento do outro.
Faz frio em Portugal.
À saída, passou pela estante, pegou nas Conversas com Albert Cossery, pagou o livro e o café e voltou para casa com o coração mais aquecido.

soltas

Quando nada mais tens, constrói cerimónias a partir do nada e dá-lhes vida com o teu sopro.

Porém, quando se curvou para perscrutar o rosto do rapaz sob o capuz formado pelo cobertor, temeu que tivesse sido destruída qualquer coisa impossível de reparar.

Queria recriar o mundo que perdera para desfrute do rapaz, mas isso implicava necessariamente recriar a perda, e achava que talvez o filho percebesse isto melhor do que ele próprio.

A Estrada, Cormac McCarthy

Em Roma, sê romano... (?)

Meu amigo, deixa sempre uma pessoa mentir um pouco, isso é inocente. Deixa-a mesmo mentir muito. Primeiro, mostras assim a tua delicadeza; segundo, também te deixarão mentir, a ti...
Eu até diria mais: segundo, não terão argumentos para não te deixar mentir também! Ou até direi ainda mais: queres mentir, mente. A mim é-me indiferente pois a minha postura é igual quer mintas ou não. Ou ainda: mente, mente, assim estás a facilitar-me a vida. Já me sinto à vontade para justificar o meu comportamento com o teu! Uma boa forma de desculpar a minha eventual irresponsabilidade e os meus actos! Ou ainda: mente, mente, e depois verás se gostas ou se ficas surpreendido se te fizerem o mesmo (ao estilo de lição!).

A propósito disto, tirado daqui, direi que muitas das vezes (arrisco dizer, quase sempre) a mentira tem pernas muito curtas e quem está habituado a usá-la ou a conviver com ela, acaba por lhe tirar o valor. Passa a fazer parte de um estilo de postura, de atitude. É como jogar às escondidinhas. Há quem goste e conheça as regras, pois também sabe que as poderá usar. Arriscarei dizer que o uso frequente deste tipo de subterfúgios torna-nos mais desconfiados... menos inocentes.
Depois, há as várias formas que a mentira pode tomar, como a "omissão", o "desviar para canto", "o mudar de assunto", "fingir que nos esquecemos", etc

Quanto ao "deixar"... isso vale para quase tudo nesta vida. Essa delicadeza é uma virtude que não fica mal a ninguém praticar. Dar o espaço necessário ao outro para que, depois, o outro possa compreender que todos precisamos de espaço, como ele.

Não apenas, mas ainda a propósito (também) da mentira, li um livro escrito por Siri Hustvedt (mulher de Paul Auster, para quem estiver interessado em saber, embora a senhora não precisa do cartão de visita do marido), chamado "Aquilo que eu Amava". Onde ela retrata bem o tipo de desconforto que a mentira recorrente pode causar aos outros.

Siri Hustvedt sempre se interessou por medicina, neurologia, psiquiatria e isso está muito presente neste seu romance. Um romance com longas dissertações sobre arte e sobre a histeria.http://pathosnapolis.blogspot.pt/2010_01_01_archive.html

Feridas e Cicatrizes

Cada vez mais, tenho para mim, que TODAS as maleitas físicas de que o ser humano padece são fruto de um processo qualquer mental. Uma tradução biológica e química (bioquímica) de medos e processos mentais de resistência, de sobrevivência, de auto-imagem / valorização, de auto-afirmação, de incómodos vindos do exterior e filtrados / sentidos / interpretados, resultando em "feridas" físicas palpáveis, analisáveis, catalogáveis. Marcas (prints) físicas de impressões mentais.
A propósito disto. A partir de aqui.
... e aqui.

Quem tem a mania das grandezas, quem tem?



Antes de tudo há que causar boa impressão.
Para inglês ver, estão a ver?
Depois, bem, depois é o Deus nos acuda!
Aqui

Sublime Brightness



Touched by affection
Touched by detail
Touched by simplicity
Touched by the wilderness
Touched by words
by the light
and colour
Touched by beauty
and by hands
Touched by humor
Touched by pain
Touched by love
and touched by loss
Touched by poetry
and by music
Touched by sublime brightness*

* to be understood as intelligence

Luv-a-phone?

Luvas criadas, especialmente para quem utiliza dispositivos
touch-screen, por Etre.
Não uso touch-screens, mas há muitos anos que me tornei
cliente regular das mitenes. Não quero outra coisa.


Carros que me batem bem / Evidências

Que cor fantástica, esta! Aqui há dias passou por mim um assim.




Inegavelmente um carro com muito design.
Se tivesse possibilidades, não o compraria, não faz muito o meu género. Mas que é muito bonito, lá isso é (mas nas cores acima apresentadas).
Quanto ao interior, não aprecio muito os tabliers em madeira e estofos em pele (a não ser que sejam de cor preta, os estofos).

Privilégios


Foto: Ela2007

A seguir ao privilégio de poder ir a pé para o trabalho, passando por ruas cheias de árvores e flores, há o privilégio de poder fazer alguns quilómetros em auto-estrada até chegar ao local de trabalho. Há tempo para acordar lentamente, ao som da música, sobretudo em dias como o de hoje (com muito sol e frio lá fora).


Foto: Edward Steichen

1971_2010

Sleep Box




Imagine-se numa cidade moderna, onde não reside e
onde não reservou hotel.

As Sleep Boxes poderão ser alugadas por 15 minutos
até várias horas.

Poderão ser encontradas em estações de comboio,
aeroportos e centros comerciais.

Imaginadas pelo grupo russo, Arch Group