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Entrevista a Philippe Starck

Comprou uma propriedade perto de Grândola. Chamou-lhe Figueira Feliz. O que pretende fazer lá?

Vou pela primeira vez na vida fazer uma casa que não é uma casa moderna. Sempre construí casas de vanguarda, mas quando cheguei às planícies de Grândola, encontrei de tal forma um local de harmonia absoluta — as proporções, a luz, a temperatura, a vibração... — que percebi que não podia fazer nada que não saísse naturalmente do solo. Quero construir uma quinta com arquitetura alentejana. É a primeira vez que o faço, não sei o que pensar. Será que estou a ficar velho? Vou fazer vinho evidentemente biodinâmico, biológico, não filtrado e sem sulfito, o vinho perfeito. E vou fazer também azeite com uma empresa que tenho em Espanha. De resto, não sei. Vou inventar, vou ver.

Aqui

Seremos um país de medrosos?

— Vê uma continuidade de carácter ao longo dos séculos no povo português?
"Repare na nossa luta contra os árabes, no princípio da nacionalidade: conseguimos conquistar território mais facilmente porque o Afonso Henriques e os outros não matavam os árabes. A maior parte dos alcaides foram feitos governadores civis. Já os espanhóis chegavam lá e liquidavam os alcaides: substituíam-nos logo e às vezes até os matavam. Nós fomos mais diplomatas."

— Quais são então as novas patologias? 
"Há uma maior quantidade de traços de psicose, narcisismo, borderline. Porque há uma menor intimidade entre as pessoas. As relações são mais superficiais, menos íntimas, menos vinculadas, mais anónimas. De maneira que não há familiaridade. Deixou de haver a confiança, a colaboração mútua. Isso é um efeito da vida urbana por contraponto à vida rural? Claro, das grandes cidades. E do estilo de vida que as pessoas levam, também. Hoje as pessoas só são íntimas entre dois ou três amigos. No meu tempo era íntimo de todas as pessoas da minha aldeia. Mesmo nas cidades havia aquela coisa de bairro, as pessoas iam a casa uns dos outros. Hoje temos mais conhecidos do que amigos. Há uma diminuição da espessura afectiva dos laços."
 

Entrevista com António Coimbra de Matos, aqui

Da coadoção


Sempre estive atenta ao que Luís Villas Boas tem vindo a público dizer e sempre tive muita consideração por ele.
Também tenho apreciado a assertividade de Marinho Pinho em algumas ocasiões.

Ontem fiquei chocada com aquilo que me pareceu um discurso demagógico destes dois senhores.
Só ouviam o que lhes convinha e agarraram-se a ideias fixas e a argumentos muito fracos, interrompendo, levantando a voz e repetindo incessantemente a mesma frase (o Dr. Marinho Pinho), uma técnica eventualmente eficaz para fazer passar o tempo e não permitir que os demais sejam ouvidos.

Confundiram pai biológico com paternidade, com figura paternal, com espermatozóide, com doador, com 'porto seguro de afectos'.

O que me parece é que não mostraram, ou não lhes interessou tomar consciência de que haverá crianças felizes, educadas/criadas por 2 homens. Haverá crianças felizes, educadas/criadas por 2 mulheres. Haverá crianças felizes, educadas/criadas por 1 homem e uma mulher. Haverá crianças felizes, educadas/criadas apenas por 1 homem. Haverá crianças felizes, educadas/criadas apenas por 1 mulher. Haverá também crianças infelizes em todas as situações acima referidas.

Haverá crianças que dividem a sua existência com um padrasto ou uma madrasta e também (em simultâneo) com o pai biológico ou mãe biológica, e não serão necessariamente felizes ou infelizes por isso.

O que determina a felicidade e sentido de segurança de uma criança não são questões que se prendem com o género ou com o tipo de figura (masculina ou feminino) que interiorizaram.

Um ser humano é infeliz quando é discriminado, quando lhe cortam a liberdade, quando é maltratado, quando não o respeitam.

O que terá sido feito da figura paternal (ou maternal) daqueles seres humanos que foram educados por um 'pai' e uma 'mãe' e que acabaram por 'desenvolver' uma orientação não heterosexual? Serão esses seres humanos necessariamente infelizes por essa razão? E aqueles seres humanos heterosexuais que foram educados por um 'pai' e uma 'mãe' serão necessariamente felizes por isso?



O que somos é estupidamente mal governados

"“A maior Zona Económica Exclusiva da UE... tão grande como todo o continente europeu?

- 80% de solo arável, quase em completo abandono.

- Invejável rede hidrográfica a nível mundial.

- Grandes reservas de água doce, em aquíferos subterrâneos... inesgotáveis.

- As maiores reservas de ferro, da UE, de excelente qualidade.

- As maiores reservas de cobre da Europa (segundas no mundo).

- As maiores reservas de tungsténio (volfrâmio) da Europa.

- As maiores reservas de lítio da Europa.

- As maiores reservas de terras raras.

- As segundas maiores reservas de urânio da Europa.

- Grandes reservas mineiras de ouro, prata e platina.

- E as incomensuráveis riquezas que as águas do Atlântico escondem.

- Uma das maiores reservas de petróleo da Europa que já vão ser exploradas na costa do algarve por companhias alemãs e espanholas... e vão pagar a Portugal 20 cêntimos por barril enquanto ele está nestes dias a 92 dólares o barril...

- Reservas de gaz natural e de xisto na placa continental que dá para pelo menos para 100 anos sem precisar de ninguém!” (Fonte do resumo de recursos: Tafixe).

Os poucos que chegaram ao final do texto….podem agora PARTILHAR e perguntar isto aos seus amigos: AFINAL, SOMOS RIQUÍSSIMOS E AO MESMO TEMPO OS MAIS POBRES DA EUROPA!"


Um belíssimo documentário sobre o Mondego


O projecto final de Daniel Pinheiro para o mestrado em Produção Documental da Vida Selvagem, na Universidade de Salford, filmou o Mondego em Maio e Junho de 2011. Vejam os resultados.