NVC - Nonviolent comunication / quando os filhos dizem NÃO



A importância da empatia


Marshall Rosenberg, especialista na mediação de conflitos, fala sobre a importância de nos ligarmos ao nível das necessidades humanas e de nos afastarmos de análises intelectuais para justificar posições.

Ao mediar um conflito entre duas tribos rivais do norte da Nigéria, a certa altura, conta-nos que perguntou a cada tribo quais eram as suas necessidades. Ambas responderam com a análise das patologias da outra (minuto 6 +/-). Então, Marshal Rosenberg teve que adoptar a estratégia de escutar a necessidade que se encontrava por trás dessa análise.

Um blog sobre a comunicação não violenta.

Center for Nonviolent Communication

... parte 2:


People get depressed because of the way they are trained to think.

O conceito e o rótulo de doente mental (ao minuto 3). Quando nos dizem ou sugerem que não estamos bons da cabeça, etc...

... parte 3:


John William Waterhouse, Penelope

Eis que o Verão se instala. Penélope larga o tear e, confiando no destino, no acaso e no trabalho realizado, parte para umas férias merecidas.


Air, Le Voyage de Pénélope

Multitasking / Escavações


Flor de Lótus

É ao volante do meu automóvel, com o piloto automático ligado, ao som de música quase criteriosamente seleccionada, que faço a maior parte da minha terapia. Por vezes chego ao trabalho, exausta. Outras vezes chego eufórica. Outras, chego triste e ainda outras, chego cheia de força! É cá um desgaste para o meu pobre corpo físico! Mas ele aguenta. Ele há-de aguentar. Vou fazendo a manutenção possível.

Coisas que circulam por aí

Título:
o que o Cristiano Ronaldo não consegue fazer.

Les Fleurs du Mal


online

Lá tive que levar uma injecção dupla de analgésico + anti-inflamatório

Entrevista com John Sarno.

(ao todo são 3 vídeos)
Só depois me falaram neste senhor. Vou investigar. O meu mal é de coluna. Ai se é! E volta e meia também sofro de enxaqueca e de alergias respiratórias!

Para mim há algumas coisas que fazem sentido. Não sou dada a superstições e de uma maneira geral sou, por princípio, céptica, mas gosto de manter a mente aberta.

Mais uma entrevista para a TV:

Bioconstrução, arquitectura bioclimática e permacultura


Mais infos aqui.
E o blog.

Olha que levas tau tau



People whose integrity bas not been damaged in childhood, who were protected, respected, and treated with honesty by their parents, will be - both in their youth and in adulthood - intelligent, responsive, empathic, and highly sensitive. They will take pleasure in life and will not feel any need to kill or even hurt others or themselves. They will use their power to defend themselves, not to attack others. They will not be able to do otherwise than respect and protect those weaker than themselves, including their children, because this is what they have learned from their own experience, and because it is this knowledge (and not the experience of cruelty) that has been stored up inside them from the beginning. It will be inconceivable to such people that earlier generations had to build up a gigantic war industry in order to feel comfortable and safe in this world. Since it will not be their unconscious drive in life to ward off intimidation experienced at a very early age, they will be able to deal with attempts at intimidation in their adult life more rationally and more creatively.


Alice Miller

Sabia que...

Os adultos, as crianças e os abusos

Every child, even the most mistreated, needs the illusion of being loved. But adults can give up this illusion if they don't want to pay with a depression for it.

"Toda a criança, mesmo a mais maltratada, precisa da ilusão de ser amada. Mas os adultos podem libertar-se desta ilusão se não quiserem pagar com a depressão".


Alice Miller, doutorada em filosofia, psicologia e sociologia. Investigou sobre a infância e os castigos.

Transcrevo o início de uma entrevista que Alice Miller deu no sentido de ajudar uma jornalista a escrever sobre o seu trabalho. Acontece que a jornalista acabou por abandonar a sua ideia inicial devido às respostas que foi obtendo. Assim, Alice Miller publica a entrevista no seu site, com o intuito de esclarecer os leitores.

Why do therapists insist on always defending the parent? Why are therapists, as you say, so reluctant to accept the possibility of the malignant parent?
1. Almost ALL of us, with very few exceptions, were beaten in our childhood and were not allowed to defend ourselves. Our parents were not always "malignant"; they hit us because they have been treated the same way in their childhood. They simply believed and made us believe that this was the right way of upbringing. This message stays still stored up in our brains and as the beaten children we once were we are still afraid of punishments should we want to rebel against this absurdity. Therapists are not an exception, like all of us, like all adults who were formerly beaten they live in fear of their parents. For that reason they are unable to realize that ALL their patients have been actually mistreated in childhood. Parents don't need to be malignant to inflicting pain. They just automatically repeat what has been done to them, what they learned in the first years of their lives when their brain had been structured.

continua aqui

They are all trying to tell us (me)...

Down in the long narrow hall he was led
Into her rooms with her tapestries red
And she never once took the crown from her head
She asked him there to sit down.

He said, "I see you now, and you are so very young
But I've seen more battles lost than I have battles won
And I've got this intuition, says it's all for your fun
And now will you tell me why?"


... That they have all swallowed secret burning threads.

There are games that I WILL NOT play. SORRY!

Foi o que eu fiz!

Ele há dias...


A riqueza das várias "camadas" de sonoridades, sobrepostas de forma tão inteligente, criando uma profundidade no campo auditivo.

Para principiantes


de Joost Goudriaan

Fountain


de Joost Goudriaan

Verificação de palavras

Significados possíveis para palavras que vão aparecendo nos campos da verificação de palavras das caixas de mensagens dos posts dos blogs. Uff!

Fenthi: uma filosofia oriental baseada na compreensão mútua ("fé em ti").

Coteu: expressão popular: "eu fui coteu cão à rua"

Sartin: sardinha enlatada

Wivens: pessoa inglesa com o tique de dizer "w" antes de palavras começadas por vogais, p. ex.: wandrew, wemily, welvis...

Time is an illusion that makes us pant



My brain hurt like a warehouse, it had no room to spare
I had to cram so many things to store everything in there.

Your face, your race, the way that you talk
I miss you...

Ursula Rucker / Menina Limão

Até serei capaz de compreender o que afirma UR sobre as redes sociais. Até serei capaz de compreender o comentário "Bingo" da Menina Limão, porque também já reflecti sobre isso tudo, mas não posso estar mais em desacordo. O que as pessoas esquecem é que do outro lado também estão pessoas bastante parecidas com elas. Na forma como sentem as tristezas e as alegrias, na maneira como choram, na forma como desprezam e odeiam, na vergonha que sentem... Coisas da raça humana.
Ah! E é preciso não esquecer que os amigos das redes sociais não nos são impostos. Somos nós que os escolhemos. E a forma como cada um escolhe estar nas redes sociais é com cada um. Então porquê tanto nojo?

Aqui também há coisas pertinentes.

"Discos que mudam uma vida"



Título do post emprestado daqui.

Why should I cry... / Why must I think...


And if I told you that I loved you
You'd maybe think there's something wrong
I'm not a man of too many faces
The mask I wear is one
Those who speak know nothing
And find out to their cost
Like those who curse their luck in too many places
And those who fear are lost

Angels will run and hide their wings

LOL

"Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic: gosto de ver fotografias de pessoas e lugares que sei que nunca irei visitar..."
Retirado do Facebook de uma amiga

Se não sabe, porque é que pergunta?

Num só dia, fui confrontada com a situação de ter de explicar o significado de ninfomaníaca, hermafrodita e orgasmo.
Fiquei satisfeita por confiarem em mim para responder a perguntas como estas.
Fiquei, também, satisfeita por as respostas que dei terem saído de forma tão clara, verdadeira, espontânea e concisa.

Para todos aqueles que são vítimas de desprezo


Cinderela, de Gustave Doré

Está provado (em laboratório), que o desprezo debilita o sistema imunitário das suas vítimas.
Portanto, se forem vítimas de desprezo fujam, afastem-se pois estão mais sujeitos a terem doenças infecciosas e outras do sistema imunitário, como alergias, viroses, linfomas, etc.

Quem o demonstrou foi John Gottman.

E para aqueles que, por hábito, desprezam os outros, cuidado pois isso também vos faz mal à saúde e é sintoma de que algo não está bem.

Aqui também.

May you have a firm foundation when the winds of changes shift


May God bless and keep you always
May your wishes all come true
May you always do for others
And let others do for you
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung
May you stay forever young
Forever young, forever young
May you stay forever young.

May you grow up to be righteous
May you grow up to be true
May you always know the truth
And see the lights surrounding you
May you always be courageous
Stand upright and be strong
May you stay forever young
Forever young, forever young
May you stay forever young.

May your hands always be busy
May your feet always be swift
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift
May your heart always be joyful
And may your song always be sung
May you stay forever young
Forever young, forever young
May you stay forever young.

A propósito de John Gottman / Sobre as relações


1ª parte


2ª parte
Há quem coleccione selos. John Gottman colecciona formas como as pessoas manifestam desprezo umas pelas outras. Segundo John Gottman as vítimas de desprezo têm mais tendência para desenvolverem doenças infecciosas, pois debilita o sistema imunitário.
(a partir do minuto 01:34)
Fala, também, sobre a importância que a amizade desempenha na manutenção de uma relação.


3ª parte
Definição de "Romance": é um acordo que fazemos com o parceiro, segundo o qual haverá magia na relação, não passando de uma mera fantasia que eventualmente se torna realidade.
(aos 3 minutos e 20)


4ª parte

Para quem quiser saber mais sobre este senhor, ver aqui.
E aqui, também.

Um homem não chora / Mestres do disfarce

Imagine, por um instante o que seria crescer numa casa onde não houvesse a mínima empatia. Conceba um lugar onde os seus pais exigissem que estivesse sempre alegre, feliz e calmo. Nessa casa, a tristeza ou a ira seriam encarados como sinais de falhanço ou como indicadores de um desastre potencial. A mãe e o pai ficariam ansiosos sempre que o encontrassem numa das suas fases mais escuras. Dir-lhe-iam que gostavam mais de o ver contente e optimista, a olhar para o lado positivo das coisas, sem nunca se queixar, sem nunca dizer mal de nada nem de ninguém. Você, como criança, assumiria que os seus pais estavam certos. Assim, estar mal disposto seria o equivalente a ser uma criança má. Teria de dar mesmo o seu máximo para conseguir viver ao nível das expectativas deles.

O problema está no facto de continuarem a acontecer imensas coisas nas nossas vidas, o que torna praticamente impossível mantermos uma fachada feliz todo o tempo. É a irmã mais nova que nos entra pelo quarto e dá cabo da nossa colecção de banda desenhada. Na escola vimo-nos de repente metidos num sarilho por qualquer coisa que não fizemos e o nosso melhor amigo deixa-nos levar a reprimenda toda e nem se acusa. Todos os anos entramos no concurso de ciências, e ano após ano, o nosso projecto é um fracasso completo. Depois foram aquelas horríveis férias em família de que a mãe e o pai andaram a falar durante meses. No final acabou por ser uma viajem interminável de carro a ouvir a mãe a cantar as glórias de todos aqueles cenários "lindíssimos" e o pai constantemente a dissertar sobre todos aqueles locais históricos "fascinantes".

Mas não nos devemos deixar perturbar por essas coisas. Se dissermos que a nossa irmã é uma peste, a mãe logo diz, "É claro que não queres dizer isso!" Se falarmos do incidente da escola, o pai logo exclama: "Fizeste qualquer coisa, com certeza, para provocar o professor." Desastres nos projectos de ciências? É bom nem sequer falar nisso. ("Depois da fortuna que o teu pai e eu gastámos para vos levar a Utah...")

Passado algum tempo aprendemos a manter a boca fechada. Se vimos da escola com um problema, vamos para o nosso quarto e pomos uma cara alegre. Não vale a pena preocuparmos o pai e a mãe. Eles odeiam problemas.

Ao jantar o pai pergunta, "Então, como é que foi a escola hoje"?
"Tudo bem", respondemos com um meio sorriso.
"Óptimo, ainda bem", responde ele. "Passa aí a manteiga."

E o que é que nós aprendemos enquanto crescemos nesta casa de fingir? Em primeiro lugar aprendemos que não somos de todo como os nossos pais, porque, ao que parece, eles não têm aqueles sentimentos perversos e perigosos que nós temos. Aprendemos que com aqueles sentimentos, nós é que devemos ser o problema. É a nossa tristeza que nos impede de sermos felizes. A nossa ira é um embaraço para a família. Os nossos medos são um obstáculo para o seu progresso. O mundo da família se calhar era capaz de até ser perfeito, não fôssemos nós e as nossas emoções.

Com o passar do tempo aprendemos que não faz muito sentido falarmos com os nossos pais sobre a nossa vida interior. Aos poucos vamo-nos tornando solitários. Aprendemos também que enquanto simularmos a alegria, toda a gente estará muito bem.

É claro que tudo isto pode ser um pouco confuso – especialmente à medida que vamos crescendo e para nós começa a tornar-se evidente que por vezes a vida é uma valentíssima chatice. Chega o nosso dia de anos e não recebemos aquele brinquedo que mais queríamos. O nosso melhor amigo começa a ser o melhor amigo de outra pessoa e deixa-nos sozinho na fila da cantina. Vimo-nos com um aparelho nos dentes. A nossa avó favorita morre de repente.

Mas mesmo assim não é suposto sentirmos todos aqueles sentimentos maus. Desse modo acabamos por nos transformar em mestres do disfarce. Melhor ainda, fazemos o possível e o impossível para não sentir. Aprendemos a evitar situações que conduzam ao conflito, à ira e à dor. Por outras palavras, mantemo-nos à distância de qualquer relação humana mais íntima.

A negação dos nossos próprios sentimentos nem sempre é fácil, mas consegue-se fazer. Aprendemos a criar distracções, maneiras de desviar a atenção. A comida, por vezes, ajuda a dominar sentimentos desconfortáveis. A televisão e os jogos de vídeo são uma maneira espantosa de deixarmos de pensar nos nossos problemas. Com mais uns anitos em cima chega a idade em que é possível ter acesso a distracções muito reais. Entretanto, é preciso fazer o melhor possível para manter uma boa cara, fazer com que os pais estejam satisfeitos e manter tudo debaixo de controlo.

A Inteligência Emocional na Educação, John Gottman e Joan DeClaire


Para quem quiser saber mais sobre este senhor, ver aqui.

Dividendo

Porque tentava garantir momentos de felicidade no futuro, via-se vivendo uma grande tristeza no presente.

Se eu fosse a ti / não me venham cá com soluções que não é isso que peço

Não há duas medidas iguais.
Não há duas realidades iguais.
Não há duas vidas iguais.
Não há muitos que estejam na disposição para compreender certas realidades.
Direi mesmo que há muito poucos.
Cada vez mais é necessário pagar para isso.
E será que compreendem mesmo?
Ou será um puro exercício de empatia treinada?

Há também aquele argumento do, tu é que sabes, como quem diz, whatever, deixando entender aquela falta de pachorra dos seres que gostam de se fazer passar por superiores, dos seres que desprezam.

Hoje, se mastigasse um limão, achá-lo-ia doce!

In the need for some blue music


Melancholia, Albrecht Dürer

Mindscapes

Namorou dez anos à janela (dez anos à janela!). Casou. Teve filhos. Viveu triste e submissa, dominada pelas neuroses daqueles a que se juntou. Muitos anos. Um dia, a morte daquele que ela dizia amar libertou-a. Começou a viver. Acabou por adoecer vítima dos estragos das tristezas vividas. Nem por isso deixou de desfrutar a vida. Viajou. Respirou. Morreu.

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Nunca mais a vi. A Dona Antónia, nome de minha avó. Costumava varrer os passeios e limpar as montras, janelas e fachadas de uma zona do meu bairro. Fazia-o por não saber fazer mais nada. Sempre muito embrenhada na sua tarefa, esfregava, polia, varria. Gestos mecânicos repetidos uma vida inteira. Usava o cabelo grisalho, comprido e atado para cima, às três pancadas, numa espécie de puxo rebelde que teimava em desfazer-se.
Nunca mais a vi.

Quem o feio ama, bonito lhe parece

Que se danem os corpos, venham a mim as cabeças.

Não posso deixar de fazer referência


Os seres que outrora foram humanos.
Também eu me tenho interrogado sobre o seu passado e imaginado as suas histórias.

Ele há gente assim.


Talk?
Sure! Don't you ever get the urge to do that?
Not really!

Tenham um bom final de domingo

Das pessoas


Vejo, observo muitas coisas. Vivo outras. Compreendo muitas coisas. Muitas cabeças. Mesmo.
Compreender não implica aceitar ou tolerar.

Vá. Agora atirem-me pedras. Digam que não regulo bem, que estou com as minhas capacidades diminuídas, que: "lá venho eu" com as minhas manias e tal. Tentem magoar-me. Vá. Aliviem-se em mim que eu aguento benzinho.

Sou uma pessoa positiva porque penso na minha resiliência.

(quando era criança, havia uma frase que se usava dizer quando os amigos nos chamavam nomes: Sticks and stones may break my bones but words will never hurt me. Sabemos que não é verdade, tanto no que diz respeito a palavras, como a atitudes tomadas, como a cargas emotivas depositadas em frases aparentemente inofensivas).

Desabafos / Mesmo assim estarei eu a ser branda?


In other cases they may simply enjoy the feeling of power it gives them so much that they automatically try to gain control of everything and everyone around them.

Há pessoas que se têm em tão baixa conta que quando se deparam com alguém que lhes parece ser ou estar mais vulnerável, não hesitam em diminui-lo ou maltratá-lo.

Há pessoas que, com a ânsia de extravasarem as suas alegrias, passam por cima de tudo e de todos, perdem a noção do razoável e se sentirem alguma culpa por esse entusiasmo, então normalmente tornam-se potencialmente agressoras, sobretudo se acontecer serem confrontadas.

Há pessoas que mesmo tendo capacidade intelectual para o entendimento das coisas, não hesitam em magoar terceiros com as suas atitudes só para não ter que olhar para os seus menos aceitáveis comportamentos.

Haja muita paciência.

Hoje estou muito pessimista

De que me adianta ter tanta lucidez e estar tão bem informada se isso, por vezes, só contribui para a minha ainda maior infelicidade?

Sou levada cada vez mais vezes a concluir que a ignorância tem muita força. Uma força que quase esgota a resiliência dos mais optimistas.