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How to be kind when you're upset with your partner

"A relationship is the concerted effort of two people who mindfully and enthusiastically work towards a shared vision. Despite the difficulties of daily life, partners are in charge of their own behaviour. While a couple grows together, they are not precluded from growing as individuals as well – in fact they must evolve as individuals to continually bring their “best selves” to their partner."
Mais aqui.

The tape that insists on sticking /balanços /Guerras que não comprei


[Acho graça ao comentário final do vídeo: "No cats were hurt". Gostaria de perguntar a quem teve esta ideia, o que é para si o significado da palavra hurt]

Eram cinco da manhã. Acordei.
A cabeça já se encontrava a 200.
A palavra maldade corria-me no pensamento sem que eu a pudesse banir de lá.
A palavra maldade não chegava para abarcar o seu próprio significado.
Não chegava para abarcar o mal-estar causado por atitudes racionalmente incompreensíveis.

O dia que nascia ia ser muito atarefado.
A folga dada no emprego vinha mesmo a calhar.
Deitei-me cedo pois o corpo tem-me pedido mais descanso do que o habitual.

Mas a maldita palavra atormentou o meu inconsciente e acordou-me.
Dei voltas na cama, tentando enganar o pensamento e a ansiedade que daí crescia.

Nada.

Às oito da manhã levantei-me. Batalha perdida.
Tanto que fazer...

Logo vai ser a passagem de ano. Uma noite em que quero investir.
A do ano passado foi muito triste e este ano, que está a acabar, foi muito difícil.

Como fazer para banir pensamentos invasivos?

O sentimento de impotência perante a injustiça é devastador.
Corrói-nos por dentro. Tira-nos o sono.

É tão importante, para mim, dormir.

estudos que demonstram que as vítimas de desprezo têm muito mais possibilidades de virem a contrair doenças.

Não consigo digerir as palavras desprezo, maldade, prepotência.
Prevejo mais noites de insónia.

Tenho que reformular algumas coisas no meu coração.
Não queria.
Não é confortável.
Vai-me tirar ainda mais sonos.

Sinto-me presa por ter cão e presa por não ter.

Poderá parecer tudo tão ridículo... Mas há atitudes que não consigo digerir.
Atitudes.
Atitudes incompreensíveis, perante pedidos tão simples.
Tão simples.

Não acredito que a vaidade, a necessidade de afirmação, possam assumir proporções tão enormes. Tão grandes ao ponto de ignorar sentimentos e convicções.
Tão grandes ao ponto de se disfarçarem de argumentações mirabolantes.

Podia estar para aqui a dissertar e a dissertar... Mas nem por isso me sinto mais aliviada.

E no final de contas o corpo é que paga!
Essa é que é a verdade.


Tirado de aqui.

Pois é. Falar e escrever é mesmo fácil.
Além disso a homeostase do nosso organismo é afectada, sim senhora.
Já está provado em laboratório que o stress, a ansiedade, etc debilitam o sistema imunitário, e, por conseguinte, podem favorecer o aparecimento de doenças. Há doenças graves que podem influenciar todo este processo aqui acima descrito.

Investigações feitas por John Gottman e Sonia Cavigelli e por David Spiegel.

A propósito de John Gottman / Sobre as relações


1ª parte


2ª parte
Há quem coleccione selos. John Gottman colecciona formas como as pessoas manifestam desprezo umas pelas outras. Segundo John Gottman as vítimas de desprezo têm mais tendência para desenvolverem doenças infecciosas, pois debilita o sistema imunitário.
(a partir do minuto 01:34)
Fala, também, sobre a importância que a amizade desempenha na manutenção de uma relação.


3ª parte
Definição de "Romance": é um acordo que fazemos com o parceiro, segundo o qual haverá magia na relação, não passando de uma mera fantasia que eventualmente se torna realidade.
(aos 3 minutos e 20)


4ª parte

Para quem quiser saber mais sobre este senhor, ver aqui.
E aqui, também.

Um homem não chora / Mestres do disfarce

Imagine, por um instante o que seria crescer numa casa onde não houvesse a mínima empatia. Conceba um lugar onde os seus pais exigissem que estivesse sempre alegre, feliz e calmo. Nessa casa, a tristeza ou a ira seriam encarados como sinais de falhanço ou como indicadores de um desastre potencial. A mãe e o pai ficariam ansiosos sempre que o encontrassem numa das suas fases mais escuras. Dir-lhe-iam que gostavam mais de o ver contente e optimista, a olhar para o lado positivo das coisas, sem nunca se queixar, sem nunca dizer mal de nada nem de ninguém. Você, como criança, assumiria que os seus pais estavam certos. Assim, estar mal disposto seria o equivalente a ser uma criança má. Teria de dar mesmo o seu máximo para conseguir viver ao nível das expectativas deles.

O problema está no facto de continuarem a acontecer imensas coisas nas nossas vidas, o que torna praticamente impossível mantermos uma fachada feliz todo o tempo. É a irmã mais nova que nos entra pelo quarto e dá cabo da nossa colecção de banda desenhada. Na escola vimo-nos de repente metidos num sarilho por qualquer coisa que não fizemos e o nosso melhor amigo deixa-nos levar a reprimenda toda e nem se acusa. Todos os anos entramos no concurso de ciências, e ano após ano, o nosso projecto é um fracasso completo. Depois foram aquelas horríveis férias em família de que a mãe e o pai andaram a falar durante meses. No final acabou por ser uma viajem interminável de carro a ouvir a mãe a cantar as glórias de todos aqueles cenários "lindíssimos" e o pai constantemente a dissertar sobre todos aqueles locais históricos "fascinantes".

Mas não nos devemos deixar perturbar por essas coisas. Se dissermos que a nossa irmã é uma peste, a mãe logo diz, "É claro que não queres dizer isso!" Se falarmos do incidente da escola, o pai logo exclama: "Fizeste qualquer coisa, com certeza, para provocar o professor." Desastres nos projectos de ciências? É bom nem sequer falar nisso. ("Depois da fortuna que o teu pai e eu gastámos para vos levar a Utah...")

Passado algum tempo aprendemos a manter a boca fechada. Se vimos da escola com um problema, vamos para o nosso quarto e pomos uma cara alegre. Não vale a pena preocuparmos o pai e a mãe. Eles odeiam problemas.

Ao jantar o pai pergunta, "Então, como é que foi a escola hoje"?
"Tudo bem", respondemos com um meio sorriso.
"Óptimo, ainda bem", responde ele. "Passa aí a manteiga."

E o que é que nós aprendemos enquanto crescemos nesta casa de fingir? Em primeiro lugar aprendemos que não somos de todo como os nossos pais, porque, ao que parece, eles não têm aqueles sentimentos perversos e perigosos que nós temos. Aprendemos que com aqueles sentimentos, nós é que devemos ser o problema. É a nossa tristeza que nos impede de sermos felizes. A nossa ira é um embaraço para a família. Os nossos medos são um obstáculo para o seu progresso. O mundo da família se calhar era capaz de até ser perfeito, não fôssemos nós e as nossas emoções.

Com o passar do tempo aprendemos que não faz muito sentido falarmos com os nossos pais sobre a nossa vida interior. Aos poucos vamo-nos tornando solitários. Aprendemos também que enquanto simularmos a alegria, toda a gente estará muito bem.

É claro que tudo isto pode ser um pouco confuso – especialmente à medida que vamos crescendo e para nós começa a tornar-se evidente que por vezes a vida é uma valentíssima chatice. Chega o nosso dia de anos e não recebemos aquele brinquedo que mais queríamos. O nosso melhor amigo começa a ser o melhor amigo de outra pessoa e deixa-nos sozinho na fila da cantina. Vimo-nos com um aparelho nos dentes. A nossa avó favorita morre de repente.

Mas mesmo assim não é suposto sentirmos todos aqueles sentimentos maus. Desse modo acabamos por nos transformar em mestres do disfarce. Melhor ainda, fazemos o possível e o impossível para não sentir. Aprendemos a evitar situações que conduzam ao conflito, à ira e à dor. Por outras palavras, mantemo-nos à distância de qualquer relação humana mais íntima.

A negação dos nossos próprios sentimentos nem sempre é fácil, mas consegue-se fazer. Aprendemos a criar distracções, maneiras de desviar a atenção. A comida, por vezes, ajuda a dominar sentimentos desconfortáveis. A televisão e os jogos de vídeo são uma maneira espantosa de deixarmos de pensar nos nossos problemas. Com mais uns anitos em cima chega a idade em que é possível ter acesso a distracções muito reais. Entretanto, é preciso fazer o melhor possível para manter uma boa cara, fazer com que os pais estejam satisfeitos e manter tudo debaixo de controlo.

A Inteligência Emocional na Educação, John Gottman e Joan DeClaire


Para quem quiser saber mais sobre este senhor, ver aqui.

Masoquismo / mais vale tarde do que nunca / culpas


Clicar na imagem para ver melhor.
Nunca fui dada a sentimentos de culpa. Nunca mesmo. Mas constato, e sempre disse, que os meus sentimentos de culpa começaram quando fui mãe. Não foi logo a seguir. Foi algo que foi crescendo com o passar dos anos, e graças à minha cabecinha demasiado pensadora e perfeccionista. Eu, sei, eu sei, isso é normal... todos erramos, etc, etc. Se ao menos isso me tranquilizasse. Ter a consciência das coisas é FODIDO (pardon my french). Eu até não sou pessoa de praguejar, por isso é que certas palavras são óptimas nestas alturas. São mesmo terapêuticas. Dizia eu que eu sei que é tudo muito normal e que os pais não nascem ensinados, é uma escola de vida. As lições são duras. Outras, claro, gratificantes. Mas não sei porquê (ou se calhar até sei mas não é para aqui chamado) ando com uma certa tendência para o pessimismo. Se calhar foi por isso que este livro me tentou, ao ponto de o ter comprado, na minha passagem pela Feira do Livro deste ano.

Ainda agora o comecei e já está todo sublinhado.
Sou mesmo aquele tipo de pessoa que tenta pôr tudo logo em prática.
Só não estou a ver muito bem com quem poderei partilhar as descobertas que vou fazer, as lições que vou aprender, as coisas que vou constatar. Isso terá de ficar para depois. Para já a leitura e a esperança de levar muita coisa a bom porto.