...e desta também
Lembrei-me que já não me lembrava disto há muito!
Posted by
F
0
comments
Labels: Music
Leituras
E é por isso que não temos o direito de exigir a verdade e a fidelidade absolutas daquela pessoa que um dia tínhamos aceite como amigo, mesmo que os acontecimentos tivessem demonstrado que esse amigo foi infiel. [ ] Uma pessoa não peca com aquilo que faz, mas com a intenção, com a qual comete isto e aquilo. A intenção é tudo. Os grandes sistemas jurídicos religiosos do passado [ ] sabem e proclamam isso. Uma pessoa pode cometer infidelidade, um acto infame, sim, até o pior, pode matar e, todavia, manter-se puro por dentro. Um acto ainda não é equivalente à verdade. É sempre apenas uma consequência e se um dia, uma pessoa desempenha o papel de juiz e quer julgar, não pode contentar-se com os factos do relatório da polícia, tem de averiguar aquilo que os juristas chamam motivo.
[ ] Mas o sangue é sujidade?... Não creio. É a substância mais nobre que existe no mundo e quando o homem queria dizer ao seu Deus algo importante, algo inexprimível, fazia-o sempre oferecendo um sacrifício de sangue.
[ ] A fidelidade não será um egoísmo terrível, egoísmo e vaidade, como a maior parte das coisas e pretensões humanas na vida? Quando exigimos fidelidade, queremos que a outra pessoa seja feliz? E se a outra pessoa não é feliz na prisão subtil da fidelidade, amamos essa pessoa de quem exigimos fidelidade? E se não amamos o outro de modo a fazê-lo feliz, temos o direito de exigir algo, fidelidade ou sacrifício?
[ ] O fogo purificador do tempo extraiu das recordações toda a ira.
As Velas Ardem Até ao Fim de Sándor Márai
Posted by
F
0
comments
Labels: sublinhados, tempo, Verdade

