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Aquilo que nos distingue

Uma boa leitura.


A minha achega, é que aquilo que nos define como humanos, o que nos distingue das outras espécies e nos faz ganhar distância delas, reside nas formas do nosso comportamento violento (não, na nossa inteligência).

Comportamentos como a arrogância, o 'self entitlement', a capacidade de ser cruel, apenas porque sim, a vontade/capacidade de castigar (apenas com o intuito manipulativo de impor alguma moralidade ou capricho).

A necessidade de mostrarmos que nos identificamos com determinados grupos sociais, nem que, para isso tenhamos que adoptar comportamentos cruéis enquanto códigos de identificação (tanto na esfera pública – guerras –, como na esfera privada).
"Eu quero identificar-me contigo, e para o provar vou fazer mal ao teu inimigo".

Direi que a nossa capacidade de usar a crueldade como um instrumento nos define mais como humanos do que a nossa inteligência ou sensibilidade.



The Human Crisis


"To leave solitude behind we must speak. But we must always speak frankly and on all occasions never lie and always say everything we know to be true. But we can only speak a truth in a world in which it is defined and found in values shared by everyone. It isn’t Mr. Hitler who decides what’s true or false. Nobody in this world, now or ever, should have the right to decide that their own truth is good enough to impose on others. For only the shared consciousness of men and women can realize this ambition. The values sustaining this shared consciousness must be rediscovered. The freedom we must finally win is the freedom not to lie. Only then can we discover our reasons for living and for dying."

O Passageiro Clandestino


Um dos filmes passados na 2ª edição da MICAR (Porto, 2015)

Belo