Uma boa leitura.
A minha achega, é que aquilo que nos define como humanos, o que nos distingue das outras espécies e nos faz ganhar distância delas, reside nas formas do nosso comportamento violento (não, na nossa inteligência).
Comportamentos como a arrogância, o 'self entitlement', a capacidade de ser cruel, apenas porque sim, a vontade/capacidade de castigar (apenas com o intuito manipulativo de impor alguma moralidade ou capricho).
A necessidade de mostrarmos que nos identificamos com determinados grupos sociais, nem que, para isso tenhamos que adoptar comportamentos cruéis enquanto códigos de identificação (tanto na esfera pública – guerras –, como na esfera privada).
"Eu quero identificar-me contigo, e para o provar vou fazer mal ao teu inimigo".
Direi que a nossa capacidade de usar a crueldade como um instrumento nos define mais como humanos do que a nossa inteligência ou sensibilidade.

