Showing posts with label Jazz. Show all posts
Showing posts with label Jazz. Show all posts

Stoops, street life... and jazz


"On the steps of the tenements, the improvisers observe and experiment with stoops in relation to their own bodies. Like a jazz musician, a tenement dweller who improvises follows rules. The physical materials at hand in the street are givens,  like the written melody of fundamental harmonies spelled out for each number in a jazz musician's "cheat book" (cheating because many of these songs are lifted illegally out of copyright). Good jazz improvisation follows rules of economy; variations pick out an element to explore,  otherwise they lose focus; the harmonic reversals are disciplined by what came before. [...] Rudofsky thought that this hidden order is how most settlements of poor people develop and that the work of improvising street order attaches people to their communities,  whereas "renewal" projects, which may provide a cleaner street, pretty houses, and large shops, give the inhabitants no way to mark their presence on the space."

Richard Sennett in, The Craftsman [pg. 236/237]

a loucura do free



A maior parte do álbum, Kind of Blue, de Miles Davis, foi gravado à primeira

O nascimento da improvisação no jazz é muitas vezes atribuído a Charles "Buddy" Bolden, um cornetista do início do século XX e um dos mais populares músicos de Nova Orleães. Em 1907, Bolden teve um surto psicótico e passou o resto da sua vida num hospital psiquiátrico. [...] De acordo com o Dr. Sean Spence, psiquiatra na Universidade de Shefield, Bolden sofria de demência precoce, uma doença que viria a ser mais tarde classificada como uma variante da esquizofrenia. Spence defende que a "loucura implacável" de Bolden  – foi hospitalizado depois de ter ameaçado atacar pessoas na rua — era na verdade uma inspiração fundamental para a sua improvisação musical "louca". Os seus pensamentos desordenados, combinados com a incapacidade de ler música, permitiram-lhe arranjar as notas de uma nova forma. Estudos posteriores revelariam uma correlação desconcertante entre o sucesso no jazz e a doença mental, da dependência de heroína de Charlie Parker aos humores instáveis de Thelonious Monk e à debilitante depressão e dor fantasma nos membros de de Cole Porter.
Jonah Lehrer, in Imagine

...

...

...