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Estados alterados

"A Quaresma, tal como já vimos, seguia-se a um longo período de jejum involuntário. De forma análoga, os efeitos da autoflagelação eram outrora reforçados pela absorção involuntária de grandes quantidades de proteínas decompostas. A medicina dentária não existia, os cirurgiões assemelhavam-se a carrascos e não havia anti-sépticos seguros. A maioria das pessoas, portanto, deveria suportar, ao longo de toda a sua existência, infecções localizadas; e as infecções localizadas, embora fora de moda enquanto causa de todos os males que afectam a carne, conseguem seguramente diminuir a eficiência da válvula redutora cerebral.

E a moral de tudo isto... qual é? Os arautos de uma filosofia do Apenas-e-Só responderão que, uma vez que as mudanças na química corporal podem criar as condições favoráveis às experiências visionárias e místicas, as experiências visionárias e místicas não podem ser o que afirmam ser — o que, para aqueles que as viveram, elas manifestamente são. Mas isto, obviamente, é um non sequitur.

À mesma conclusão chegarão aqueles cuja filosofia é excessivamente "espiritual". Deus, insistem, é um espírito e deve ser venerado em espírito. Como tal, uma experiência quimicamente condicionada não pode ser uma experiência do divino. Mas, de uma form ou de outra, todas as nossas experiências são quimicamente condicionadas, e se imaginamos que algumas delas são puramente "espirituais", puramente "intelectuais", puramente "estéticas", é somente porque nunca nos demos ao trabalho de investigar o nosso ambiente químico interno no momento da respectiva ocorrência. Além disso os registos históricos dizem-nos que a maior parte dos contemplativos se esforçava de modo sistemático para modificar a sua própria química corporal, com vista a criar as condições internas favoráveis à introvisão espiritual. Qando não estavam a jejuar deliberadamente reduzindo a sua própria taxa de açúcares no sangue e promovendo as avitaminoses, ou a flagelar-se até se inebriarem com histamina, adrenalina e proteínas decompostas, estavam a cultivar a insónia e a orar durante longos períodos em posturas desconfortáveis, de maneira a criarem os sintomas psicofíscos do stress. Nos intervalos cantavam salmos intermináveis, o que lhes aumentava a quantidade de dióxido de carbono nos pulmões e na corrente sanguínea, ou, caso fossem orientais, executavam exercícios respiratórios para alcançar o mesmo fito. Hoje, sabemos como diminuir a eficiência da válvula redutora cerebral por meio de acção química directa, sem o risco de infligir lesões físicas graves ao organismo psicofísico."
Aldous Huxley, As Portas da Percepção

do êxtase

Aparição de São Miguel Arcanjo a Santa Joana d'Arc

"O sistema nervoso é mais vulnerável do que os outros tecidos do corpo; consequentemente, as deficiências vitamínicas têm tendência a afectar o estado de espírito antes de afectarem, pelo menos de modo particularmente óbvio, a pele, os ossos, as mucosas, os músculos e as vísceras. O primeiro resultado de uma dieta desadequada é a redução da eficiência do cérebro enquanto instrumento para a sobrevivência biológica. A pessoa mal nutrida tem tendência a sofrer de ansiedade, depressão, hipocondria e sentimentos de inquietação. Também está sujeita a ter visões; pois quando a eficiência da válvula redutora cerebral se atenua, muitos materiais inúteis (do ponto de vista biológico) afluem à consciência vindos 'lá de fora', da Mente sem Limites. [...] No que toca a vitaminas, todos os invernos medievais eram um longo jejum involuntário, e a este jejum involuntário seguiam-se, durante a Quaresma, quarenta dias de abstinência voluntária. A Semana Santa encontrava os fiéis magnificamente preparados, no que à química corporal dizia respeito, para os seus tremendos incentivos à dor e ao júbilo, para o remorso sazonal da consciência e para uma identificação, capaz de transcender o eu, com o Cristo ressuscitado. Nesta temporada de fervor religioso elevado ao máximo e de consumo mínimo de vitaminas, os êxtases e as visões eram quase banais. Outra coisa não seria de esperar naquelas circunstâncias."
Aldous Huxley, As Portas da Percepção

O ser humano está concebido para ser um consumidor de hidratos de carbono / Esqueçam lá o mito de que a batata faz mal e que engorda

Esta palestra é um tesouro e poderá salvar a vida de quem optar por lhe dar a atenção devida.

Sabiam que os gladiadores eram vegan?
Estas e muitas outras histórias e factos científicos (e mesmo a nossa constituição física: lingua, por exemplo) mostram que a dieta própria do ser humano não deverá incluir espécie alguma de alimento de origem animal (nem carne, nem peixe, nem ovos, nem queijo e, ainda menos, leite — que está provado ser promotor de cancro).

Mitos urbanos



Muitas das nossas impressões sobre a vitamina C e as laranjas são uma mistura de conjecturas e pressupostos acerca de evidências fora de contexto. Quem foi que primeiro estabeleceu estes pressupostos? Os comerciantes de laranjas. Será que eles basearam os seus pressupostos com base em investigação científica cuidada? Claro que não. Estes pressupostos (apresentados como factos) soaram bem à gente do marketing? Claro que sim. Comeria, eu, uma laranja para obter a minha vitamina C? Não. Comeria, eu, uma laranja porque é uma fonte saudável de nutrientes do reino vegetal com uma rede complexa de substâncias químicas que com quase toda a certeza oferece benefícios à saúde? Obviamente.

Alimentos que contêm muito mais vitamina C que a laranja:

Pimentos, morangos, bróculos, ervilhas. Uma papaia tem 4 vezes mais vitamina C que uma laranja!

Tudo isto e muito mais no inacreditável livro, "The China Study"