"Grown-ups like
numbers. When you tell them about a new friend, they never ask questions
about what really matters. They never ask: "What does his voice sound
like?" "What games does he like best?" "Does he collect butterflies?".
They ask: "How old is he?" "How many brothers does he have?" "How much
does he weigh?" "How much money does his father make?" Only then do they
think they know him."
Antoine de Saint-Exupéry, The Little Prince
I'm not waving, I'm drowning
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Memórias de Território / Somatização
The ACE Study
Nadine Burke Harris
Palestra legendada em português
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Imago Dialogue / Becoming dialogical
Sobre Harville Hendrix
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I hope you know what I mean
Pensamentos fugazes.
Da complexidade. Clinginess.
É admiravel a
capacidade castigadora de alguns, sobretudo quando camuflada das maiores
subtilezas supostamente improváveis, politicamente incorrectas e
objectivamente não passíveis de acusação enquanto tal.
Era só.
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I love getting to the bottom, where there is no lie left
"Withdrawl with love addiction is harrowing. It's probably the worst pain I've ever felt in my life. Treating a human being as that object focus, it's an impersonal experience, as long as that person isn't interested. Or if they're really interested in me, I would tweek it so they would be horrified and want to run, and then it was game on. When I say love addiction, the word, love, would really be in quotes. Because it's not actually love. It's obsession, and it's fear."
Alanis Morissette
"It's easier to know you are a sex addict than that you are a love addict."
Oprah Winfrey
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The cure for the disease of human self importance
"Somos, ainda, cartesianos — discípulos de Descartes —, acreditamos que a subjectividade, a consciência, nos diferencia. Que há a Natureza de um lado e a Cultura do outro."
Michael Pollan
Mais links:
Joel Salatin [permacultura]
Michael Pollan
Aldo Leopold
Blue Moon Fund
Global Giving
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Valha-nos D. Sebastião
Formas de negação:
1) Metáfora do compromisso deslocado — 'protejo o ambiente de outras maneiras, como por exemplo, reciclando'
2) Negação da responsabilidade — 'Não sou o principal causador deste problema'
4) A rejeição da culpa — 'Não fiz nada de mal'
5) A ignorância — 'Desconheço as consequências das minhas acções'
6) A impotência — 'Nenhum dos meus actos faz grande diferença'
7) A acomodação — 'Tenho muita dificuldade em agir de outra forma'
8) As restrições — 'Há demasiados impedimentos'
"A forma mais aguda e persistente de negação talvez seja aquilo a que os investigadores suíços chamam 'a fé num qualquer tipo de remédio de gestão' — muito particularmente, a noção de que o cavaleiro andante da tecnologia aparecerá para nos salvar. Tal como os outros géneros de negação, a crença num 'tecnoremédio' evita a necessidade de uma série de mudanças de comportamento."
Mark Lynas, in Seis Graus
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The Tragedy of the Commons and Resources
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Peões no jogo do aquecimento global
"A medida-padrão do PIB, para avaliar o êxito economico nacional, soma o
valor da produção com o do consumo sem ter em conta a sustentabilidade
do processo. Num golpe de mestre de contabilidade criativa, a teoria
económica convencional considera, portanto, o esgotamento dos recursos
uma acumulação de riqueza. Isto seria o mesmo que uma pessoa gastar todo
o dinheiro da sua conta corrente, considerando-o 'rendimento' — um
absurdo sim, mas que resume a nossa economia por inteiro.
[...] Numa das suas canções, Bob Dylan referia como o sulista branco
abateu a tiro o líder dos direitos civis dos negros, Medgar Evers, em
1963, era 'apenas um peão no jogo deles'. É isso que nós todos somos —
peões no jogo do aquecimento global. Mas não somos completamente
impotentes, nem inteiramente inocentes. É a nossa própria mão colectiva
que move esses peões."
Mark Lynas, in Seis Graus
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Consumo humano
"Num cálculo global, a sociedade humana consome o equivalente a 400 anos de energia solar do passado (expressa em termos de produtividade primária líquida das plantas, durante as anteriores eras geológicas), todos os anos, pelo modo como utilizamos os combustíveis fósseis. Isso sugere que os seres humanos precisariam de uma redução drástica do uso da energia para tentarem viver dentro do actual orçamento da energia solar, comparado de ano para ano. [...] Com efeito, com as actuais taxas de consumo, é provável que, num só ano, esgotemos um milhão de anos de combustíveis fósseis, expresso em termos do tempo que demoraram a formar-se."
Mark Lynas, in Seis Graus
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Prioridades
"Grande parte deste debate parecerá complexa e esotérica a quase todos, salvo aos especialistas na matéria. Mas não deveria ser assim. Na verdade, este é o prrincipal dilema que enfrenta, actualmente, a humanidade — muito mais importante do que o terrorismo, a criminalidade, os cuidados de saúde, a educação ou qualquer outra das preocupações quotidianas que inundam os jornais e os ecrãs televisivos. Todos nós temos de tomar uma decisão: que temperatura e, por extensão, que concentrações de CO2, devemos nós visitar? 400 ppm? 550ppm? Imagino que uma sondagem mais abrangente ao público, em geral, não recolheria muitas respostas. A maioria da população encaixar-se-ia na categoria do 'não sei'. Também a classe política só agora começa a compreender a terminologia relevante e não há, em todo o mundo, um só partido importante que apresente uma política definida sobre esta matéria. Em última análise, porém, trata-se de uma decisão política e daquelas em que a população mundil, em peso, deve poder participar de uma forma informada e democrática, para ser respeitada e apoiada pr todos.
Este tema também suscita uma questão mais profunda acerca do lugar que ocupamos na Terra. Nós, os seres humanos, uma espécia animal, entre milhões, já nos tornámos guardiães de facto da estabilidade climática do planeta — serviço esse que a natureza providenciava gratuitamente (com alguns altos e baixos). Sem nos apercebermos, autoproclamámo-nos técnicos de manutenção, pressionando o termóstato climático com as nossas mãos suadas de símio. dificilmente existirá responsabilidade mais colossal que essa."
Marl Lynas, in Seis Graus
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Vamos sumir
Vem, anda comigo pelo planeta
Vamos sumir!
Vem, nada nos prende, ombro no ombro
Vamos sumir!
Não importa que Deus
Jogue pesadas moedas do céu
Vire sacolas de lixo
Pelo caminho
Se na praça em Moscou
Lênin caminha e procura por ti
Sob o luar do oriente
Fica na tua
Não importam vitórias
Grandes derrotas, bilhões de fuzis
Aço e perfume dos mísseis
Nos teus sapatos
Os chineses e os negros
Lotam navios e decoram canções
Fumam haxixe na esquina
Fica na tua
Vem, anda comigo pelo planeta
Vamos sumir!
Vem, nada nos prende, ombro no ombro
Vamos sumir!
Não importa que Lennon
Arme no inferno a polícia civil
Mostre as orelhas de burro
Aos peruanos
Garibaldi delira
Puxa no campo um provável navio
Grita no mar farroupilha
Fica na tua
Não importa que os vikings
Queimem as fábricas do cone sul
Virem barris de bebidas
No rio da prata
Boitatá nos espera
Na encruzilhada da noite sem luz
Com sua fome encantada
Fica na tua
Poetas loucos de cara
Soldados loucos de cara
Malditos loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Parceiros loucos de cara
Ciganos loucos de cara
Inquietos loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Vem, anda comigo pelo planeta
Vamos sumir!
Vem, nada nos prende, ombro no ombro
Vamos sumir!
Se um dia qualquer
Tudo pulsar num imenso vazio
Coisas saindo do nada
Indo pro nada
Se mais nada existir
Mesmo o que sempre chamamos real
E isso pra ti for tão claro
Que nem percebas
Se um dia qualquer
Ter lucidez for o mesmo que andar
E não notares que andas
O tempo inteiro
É sinal que valeu!
Pega carona no carro que vem
Se ele não vem, não importa
Fica na tua
Videntes loucos de cara
Discrentes loucos de cara
Pirados loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Latinos, deuses, gênios, santos, podres
Ateus, imundos e limpos
Moleques loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Gigantes, tolos, monges, monstros, sábios
Bardos, anjos rudes, cheios do saco
Fantasmas loucos de cara
Ah, vamos sumir!
Vem, anda comigo pelo planeta
Vamos sumir!
Vem, nada nos prende, ombro no ombro
Vamos sumir!
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Lindo de morrer
"Esta estratificação dos oceanos também explica a razão pela qual as águas tropicais são límpidas e cintilantes: contêm um baixo coeficiente de nutrientes, o que não permite a sobrevivência de muitas espécies e as transforma em verdadeiros desertos marinhos. Em contrapartida, os oceanos frios e cheios de vida, mais próximos dos pólos, sustentam grandes colónias de plâncton que, conferindo-lhes uma aparência turva e uma cor esverdeada, proporcionam pesca abundante."
Mark Lynas, in Seis Graus
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Gaia Hypothesis
"Tal como escreve James Lovelock: a 'Terra-Mãe' é uma senhora na
respeitável casa dos sessenta que já não é tão resistente como dantes.
Com os nossos actos conscientes, estamos a reduzir-lhe,
consideravelmente, a sua esperança de vida."
Mark Lynas, in Seis Graus
Sobre James Lovelock
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Great balls of fire
Não é difícil imaginar o derradeiro cenário de pesadelo, com erupções oceânicas de metano perto de grandes centros populacionais, arrasando rapidamente milhares de milhões de pessoas — talvez, até, no espaço de alguns dias. Imagine uma bola de fogo de metano de "explosivo de ar combustível" a precipitar-se na direcção de uma cidade — por exemplo, Londres ou Tóquio — com a onda de rebentamento a afastar-se do centro da explosão com a velocidade e a violência de uma bomba atómica. Os edifícios são arrasados, as pessoas são instantaneamente incineradas ou cegadas e ensurdecidas pela força da explosão. Misture Hiroshima com a Nova Orleães pós-Katrina para ter uma ideia de como seria uma tal catástrofe: os sobreviventes queimados a lutar por alimentos, a fugir para longe das cidades vazias, para escapar à fome. Essas são as imagens que vemos nos filmes de Hollywood, mas, neste caso, não há qualquer razão física que impeça uma tal ocorrência. E, com efeito, a nossa persistente postura de alheamento torna-a cada vez mais plausível. [...] Tal como determinaram os julgamentos de Nuremberga, do pós-guerra, a ignorância não é desculpa; nem o pretexto de se estar apenas a cumprir ordens. Na minha opinião, o caminho moralmente correcto não é aceitar com passividade o nosso papel destrutivo, mas resistir activamente a um destino tão horrendo.
Mark Lynas, in Seis Graus
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educar até morrer / Fairytales
Em conversa com um dos meus filhos de 11 anos.
-Mãe, acabaram-se os livros.
-Lê um meu.
-Mãe não posso!! Fico assustado, já tentei e acontecem muitas coisas más nos livros dos adultos.
-Lê este (Contos de Nick Adams de Hemingway). Andou na guerra, é duro, mas tem um lado aventureiro.
(Passado 30 minutos)
-Mãe!!!!!!!!!!Eu sabia! Não leio mais, um homem matou-se porque pensava que a mulher ia morrer a ter um filho.
-Mas tu sabes que era assim no início do século, não havia acesso à
saúde etc...( desenvolvi um pouco de história dos sistemas de saúde),
agora, isso é a verdade, não podes deixar de ler.
-Mãe não leio, nunca ouviste dizer que "a verdade doi"?!
Texto de Raquel Varela, via Facebook
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Storytelling / Fictional entities
Mais sobre Yuval Noah Harari
"Human rights, is just like heaven or like god. It's just a fictional story that we have invented and spread around. [...] Israel,
the US, are just stories. Very powerful stories. Stories we might want
to believe very much. But still they are just stories. [...] But
the most successful story of all, is probably the story of money. Which
is one of the main foundations of our economic system. ... But them
comes along one of the master storytellers: the bankers, the financial
ministers, the prime ministers, the presidents, and they tell a very
convincing story. [...] And money is the most successful story of all because it is the only story everybody believes. [...] The very survival of rivers and trees and lions and chimpanzees, today depends on the wishes and decisions of fictional entities like the US or like Google, or like the world bank.Entities that, in fact, exist only in our common imagination."
Yuval Noah Harari
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