Olhos de ver

Em toda a história da ciência acumulam-se os "achados" que por séculos escaparam aos que não dispunham de "olhos de ver". O bom exemplo é o da famosa queda da maçã. Durante tantos e tantos séculos, o "espetáculo" foi testemunhado por todos como um "espetáculo" banal. Newton não se conformou com a banalidade do fato e, com "olhos de ver", logo revolucionou o conhecimento humano. Fato equivalente ocorreu com a visão dos que testemunhavam "o movimento do Sol em torno da Terra". Mais uma vez, graças à disponibilidade de "olhos de ver", descartou-se com Copérnico e Galileu a concepção "geocêntrica" em favor da "heliocêntrica".
Antonio Gomes Penna, in Os Filósofos e a Psicologia

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