A vantagem da não especificidade


"A importância de levar em consideração o que é irrelevante ajuda a explicar um estudo recente desenvolvido por um grupo de neurocientistas de Harvard e da Universidade de Toronto. Os investigadores começaram por fazer um teste sensorial a oitenta e seis alunos de Harvard. O teste foi concebido para medir a capacidade daqueles de ignorarem os estímulos externos, como o ruído de fundo do ar condicionado ou as conversas num cubículo próximo. Esta capacidade é geralmente considerada como uma componente essencial da produtividade, pois ajuda as pessoas a não se distraírem com informações extrínsecas. As probabilidades de a atenção ser diminuída são menores.
   É aqui que os dados começam a tornar-se interessantes: os alunos que tinham maiores dificuldades em ignorar coisas não relacionadas tinham também sete vezes mais probabilidades de serem considerados <> com base nas suas realizações anteriores. (A associação era particularmente forte entre estudantes distraídos com QI elevado.) De acordo com os cientistas, a falta de capacidade de concentração ajuda a garantir uma mistura mais rica de pensamentos durante o estado de consciência. Uma vez que essas pessoas tinham dificuldade em filtrar o ambiente envolvente, acabavam por deixar entrar mais coisas. Em vez de abordarem o problema a partir de uma perspectiva previsível, consideravam todos os tipos de analogias improváveis, algumas das quais viriam a revelar-se úteis. <>, afirma Jordan Peterson, [...] da Universidade de Toronto e autor principal do artigo. <>"
Jonah Lerer, in Imagine

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