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... e deixamo-los fugir...

"Eu diria, ironicamente, que a capacidade de trabalho e as qualidades dos profissionais portugueses - um reconhecimento notório noutras áreas e que, finalmente, chegou ao campo da cultura - tem a ver com a dificuldade de fazer projetos em Portugal. Às vezes, é tão complicado que se adquire um treino muito válido noutros contextos", diz. "Quem consegue fazer uma carreira em Portugal, consegue fazê-la em qualquer lugar do mundo." [Pedro] Gadanho assinou um contrato por três anos, renovável, com o prestigiado MoMa, tendo vencido 85 outras propostas a concurso. Enviou um currículo, depois de apalpar possibilidades num concurso para o Storefront for Art and Architecture, em que ficou na shortlist. O que lhe interessa? A cultura contemporânea da arquitetura, os diálogos entre artistas plásticos e arquitetos, o poder deixar uma marca no futuro - e na coleção de arquitetura do MoMa. Outro orgulho histórico para a curadoria portuguesa.

Mais aqui.

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Não, não é aquela simpática e útil que gera filosofia...

"A solidão não ataca os mais pobres, como se fosse um vírus a atacar o sistema imunitário mais fraco. Ataca, também, os que têm mobilidade, dinheiro e vontade de ir ao teatro, a um concerto, a uma biblioteca e não têm com quem. Os que querem ir ao restaurante, ao cinema, dar um simples passeio e, pura e simplesmente, não têm companhia. Interlocutor para uma conversa.

Li que a tendência atual é a de que as várias gerações dependam o mínimo umas das outras, estimulando a solidariedade entre elas. "No mundo ocidental, deixa de ser a obrigatoriedade, mas sim os vínculos afetivos estabelecidos, o que liga as pessoas." Por isso, não é preciso saber fazer muito bem contas, para que fique claro que paralelamente às respostas da sociedade, nós temos de dar as nossas, individualmente. Começar por ter consciência, uma consciência prática, de que, em qualquer idade, devemos gerir o tempo de forma a privilegiar os afetos e a criar laços, é um passo positivo e difícil. Muito difícil, em determinadas fases da vida. Mas fundamental. É como investir num plano poupança reforma, ou noutro produto bancário. Só que muitíssimo mais importante. "

Marta Vaz, aqui.

Um livro é...


"A book is a nice way to start a conversation."
e muito mais, aqui.

...da-se!






Eve Ensler

Em Serralves até 25 de Março. IMPERDÍVEL.



"A ironia só o receptor é que a percebe, mas não faço recurso dela. Acontece ou não. Depois do ponto de vista psicológico a explicação é que em criança era muito envergonhado e a minha vida era muito protegida e cedo tornei-me alcoólico e aquilo a que chama ironia é, provavelmente, o meu raciocínio oblíquo de bêbado. Tenho uma grande prática de conversa de copos a qual faço mesmo quando estou sóbrio. Portanto, a ironia provém de eu querer safar as situações tendo graça ou, se preferir, sendo engraçadinho."
Eduardo Batarda, em entrevista aqui.

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Marienbad



rock me baby

do tempo


Foto de Eugene Atget

Fanny, ou don't look at me now!



"For there is something repellent in the spectacle of another's naked misery; it does not encourage friendship. One runs away from it."
Diz a Frances, pela mão de Anita Brookner (em "Look At Me")

"... a teoria das cordas era tão bonita que tinha de ser verdadeira."

"Há a célebre experiência do gato de Schrödinger, em que ele defende que um fenómeno só existe depois de ser observado. [...] Nós é que construímos de facto a realidade através da observação, nós é que lhe damos sentido. Quando observamos não conseguimos tirar a nossa consciência como quem tira um sobretudo. Nunca saberemos como é o mundo real, e até que ponto ele coincide com aquele que construímos através da observação e com recurso à linguagem."
Manuel António Pina, aqui.

Verdades incontestáveis



"Um idiota preguiçoso continua sempre a ser um idiota! E um preguiçoso inteligente é alguém que reflectiu acerca do mundo em que vive. Não se trata, pois, de preguiça. É tempo de reflexão. E quanto mais preguiçoso fores, mais tempo tens para reflectir."
Albert Cossery

"Nunca ele está mais activo do que quando nada faz, nunca está menos só que quando a sós consigo mesmo."
Catão

de volta ao labor / Escaping melancholia / Crise



"O último estágio de uma sociedade de operários, que é a sociedade de detentores de empregos, requer dos seus membros um funcionamento puramente automático, como se a vida individual tivesse realmente sido afogada no processo vital da espécie, e a única decisão activa exigida do indivíduo fosse deixar-se levar, por assim dizer, abandonar a sua individualidade, as dores e as penas de viver ainda sentidas individualmente, e aquiescer num tipo funcional de conduta entorpecida e "tranquilizada". [...] É perfeitamente concebível que a era moderna — que teve início com um surto tão promissor e tão sem precedentes de actividade humana — venha a terminar na passividade mais mortal e estéril que a história jamais conheceu."

Hanna Arendt, in A Condição Humana

do prazer e da dor

"Se...perguntares porque razão (alguém) deseja a saúde, ele responderá prontamente: porque a doença é dolorosa. Se insistires em saber mais e pedires uma razão pela qual ele odeia a dor, ele não te poderá apresentar nenhuma. (A dor) é um fim último, sem qualquer subordinação a outro objecto."
Hume, citado por Halévy, citado por Hanna Arendt, in A Condição Humana

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Vai uma soneca?

Reciclando


Jason Taylor