Não, não é aquela simpática e útil que gera filosofia...

"A solidão não ataca os mais pobres, como se fosse um vírus a atacar o sistema imunitário mais fraco. Ataca, também, os que têm mobilidade, dinheiro e vontade de ir ao teatro, a um concerto, a uma biblioteca e não têm com quem. Os que querem ir ao restaurante, ao cinema, dar um simples passeio e, pura e simplesmente, não têm companhia. Interlocutor para uma conversa.

Li que a tendência atual é a de que as várias gerações dependam o mínimo umas das outras, estimulando a solidariedade entre elas. "No mundo ocidental, deixa de ser a obrigatoriedade, mas sim os vínculos afetivos estabelecidos, o que liga as pessoas." Por isso, não é preciso saber fazer muito bem contas, para que fique claro que paralelamente às respostas da sociedade, nós temos de dar as nossas, individualmente. Começar por ter consciência, uma consciência prática, de que, em qualquer idade, devemos gerir o tempo de forma a privilegiar os afetos e a criar laços, é um passo positivo e difícil. Muito difícil, em determinadas fases da vida. Mas fundamental. É como investir num plano poupança reforma, ou noutro produto bancário. Só que muitíssimo mais importante. "

Marta Vaz, aqui.

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