A rotina cerrada dos horários de trabalho, os ritmos obsessivos que daí decorrem, as distâncias quilométricas a que somos colocados, as distâncias que acabam por se instalar entre as pessoas por causa desta vida infernal e exigente, o isolamento e a solidão a que tudo isso nos vota, preocupações legitimas que assumem formas neuróticas e exageradas e que ocupam a maior parte do pouco tempo que sobra na corrida diária. Para onde fugiu o "tempo de qualidade"?. Quando foi que me distraí? Quanto tempo no limbo? Quantos meses? Quantos anos de hipnose obsessiva?
Benditos feriados com pontes e fins-de-semana atrelados, em que o tempo que sentimos que temos nos permite aterrar e acordar do inferno e voltar a casa. Voltar a casa. Olhar para as pessoas. Reparar nelas. Fazer um update. Tréguas. Mudança de estratégias. Baixar os braços por momentos. O desespero e o stress nunca foram bons conselheiros.

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