
A vontade de ajudar (de ludibriar a solidão?) era tal que, naturalmente, procurava uma amigável cumplicidade com os objectos da sua ajuda.
Esqueceu-se, porém, que a solidão dos outros é um caldeirão onde muitas vezes se cozinham sopas de letras das quais podem sair frases como: gosto de ti.
Às tantas, a vontade de ajudar trazia-lhe de volta situações complicadas, como compromissos indesejados.
Mas, por outro lado, ajudar é como assumir um compromisso.
Complicado.

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