Entrei na sala para desligar a TV. Estava na hora de deitar. Amanhã é dia de trabalho. Ultimamente não tenho conseguido fixar (ou lembrar-me) dos dias em que costumam dar os programas que gosto de ver. Na verdade também não ando em cima da programação. Gosto mais de me sentar no sofá e de ser agradavelmente surpreendida pela programação (!!!). Foi o que aconteceu hoje quando ia desligar a TV. Falava-se sobre a morte. Disseram-se coisas que subscrevo há muito. A morte deixou de ser uma passagem para ser um fim. Não há contacto com a morte. Cada vez mais se morre longe de casa, longe dos entes queridos. A morte não é necessariamente traumática. O que mata os nossos mortos é o esquecimento.
Pronto! Lá vou ter de ficar a dever umas horas à cama.

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