+Marianne Charlotte Mylonas-svikovsky
[...] Mas as relações tal como as conhecemos acabaram. E o amor tal como o vivemos está a renascer. Se ainda não encontraram esta verdade na vossa vida, têm apenas de olhar à vossa volta. A vida das nossas relações está em descalabro. Não há nenhum de nós que não tenha ficado com o coração partido ou com um desgosto de amor, passado por um divórcio demolidor ou por uma terrível noite a sós no sofá. A vida contestou a nossa imagem mítica do que devia ser uma "verdadeira relação". E apesar de sabermos, pela nossa própria experiência pungente, que as relações não são a solução para tudo, continuamos a buscá-las, a querê-las, esperando que nos façam totalmente felizes, que nos devolvam a nós próprios.
Que a forma já não funciona é óbvio em toda a parte. Recentemente, no espaço de poucos meses, conheci as seguintes pessoas: uma mulher, supostamente bem casada e mãe de uma criança pequena que, para preencher as suas necessidades emocionais, mantém duas relações sexuais fora do casamento. Uma mulher, casada duas vezes sem êxito e, finalmente, pela terceira vez numa união extraordinariamente romântica e sentida, que se encontra novamente à beira do divórcio, após dez anos deste terceiro casamento "perfeito". Uma divorciada que mantém uma relação platónica com um homem casado que vive a centenas de quilómetros de distância e, em simultâneo, ligações sexuais com dois homens na cidade onde vive, e que explora, com um grupo sério e empenhado que reúne mensalmente, formas alternativas de relacionamento. Um homem de meia-idade, casado por duas vezes e pai de três rapazes, que acaba de mandar a sua terceira amada para uma pós-graduação sabática de um ano na Europa com a bênção de que "todo o homem que seja teu amante enquanto eu não estiver será um irmão para mim". A mãe solteira de uma filha de nove anos que tem uma ligação há vinte e cinco anos com um homem que não é o pai da filha. A mãe solteira de um rapazinho, que não tem relações sexuais mas mantém uma intimidade emocional estável com um homem que considera como seu "marido emocional". Uma mulher casada na casa dos quarenta, que nunca casou, que há sete anos mantém uma relação de fim-de-semana com um homossexual que também tem um amante do sexo masculino. Uma viúva com filhos, casada pela segunda vez, que acolheu dois enteados e enviuvou novamente, ficando com quatro crianças sem pai, duas das quais nem sequer são suas. Um homem na casa dos quarenta, que nunca foi casado, que mantém relações com um grupo de mulheres lindas, algumas das quais suas amantes, outras não, que, em conjunto, lhe preenchem as necessidades emocionais e libidinosas. Um homen no início da casa dos trinta que tem uma ligação com uma mulher com pouco mais de cinquenta anos e pensa casar com ela. Uma mulher não casada no final da casa dos quarenta que é considerada "solteira", mas que nunca passou mais de três semanas sem uma relação íntima. [...]
em O Futuro do Amor, de Daphne Rose Kingma
As relações
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