"Perhaps the most transformative effect of basic income I’ve personally experienced is the power it gives in any negotiation. For many people, this will be experienced as the power to refuse to work for insufficiently low wages (potentially nullifying the need for minimum wage laws), or unacceptable terms of any kind, be it work conditions, hours, benefits, etc. For freelancers like me, it means asking for what I’m worth, and also being able to choose to work for free on anything I consider important enough."
Aqui.
Basic income
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the brain-vagina connection
Naomi Wolf, in Vagina
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to gain from disorder
"Crucially, if antifragility is the property of all those natural (and complex) systems that have survived, depriving these systems of volatility, randomness, and stressors will harm them. They will weaken, die or blow up. We have been fragilizing the economy, our health, political life, education, almost everything... by suppressing randomness and volatility. Just as spending a month in bed (preferably with an unabridged version of War and Peace and access to The Sopranos' entire eighty-six episodes) leads to muscle atrophy, complex systems are weakened, even killed, when deprived of stressors. Much of our modern, structured, world has been harming us with top-down policies and contraptions (dubbed "Soviet-Harvard delusions" in the book) which do precisely this: an insult to the antifragility of systems.
This is the tragedy of modernity: as with neurotically overprotective parents, those trying to help are often hurting us the most.
If about everything top-down fragilizes and blocks antifragility and growth, everything bottom-up thrives under the right amount of stress and disorder. The process of discovery (or innovation, or technological progress) itself depends on antifragile tinkering, agressive risk bearing rather than formal education."
Nassim Taleb, in Antifragile – Things That Gain From Disorder
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of antifragility
The tragedy of trying to lead a good life. When the course of life produces terrible conflicts.
"Tragedy happens when you try to live well."
"I think that the language of philosophy has to come back from the abstract heights on which it so often lives, to the richness of everyday discourse and everyday humanity. It has to listen to the ways people talk about themselves, talk about what matters to them, in human life. And one very good way to do this is to listen to literature. To stories."
"You should care about things in a way that makes it a possibility that tragedy will happen to you."
Martha Nussbaum
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The body keeps the score / Memórias de Território
"The body keeps the score: If the memory of trauma is encoded in the viscera, in heartbreaking and gut-wrenching emotions, in autoimmune disorders and skeletal/muscular problems, and if mind/brain/visceral communication is the royal road to emotion regulation, this demands a radical shift in our therapeutic assumptions."
"The natural state of mammals is to be somewhat on guard. However, in order to feel emotionally close to another human being, our defensive system must temporarily shut down. In order to play, mate, and nurture our young, the brain needs to turn off its natural vigilance. Many traumatized individuals are too hypervigilant to enjoy the ordinary pleasures that life has to offer, while others are too numb to absorb new experiences — or to be alert to signs of real danger."
"Such posttraumatic reactions make it difficult for survivors to connect with other people, since closeness often triggers the sense of danger."
"Traumatized people are often afraid of feeling. It is not so much the perpetrators (who, hopefully, are no longer around to hurt them) but their own physical sensations that now are the enemy. Apprehension about being hijacked by uncomfortable sensations keeps the body frozen and the mind shut. Even though the trauma is a thing of the past, the emotional brain keeps generating sensations that make the sufferer feel scared and helpless. It’s not surprising that so many trauma survivors are compulsive eaters and drinkers, fear making love, and avoid many social activities: Their sensory world is largely off limits."
Mais aqui.
EMDR, aqui
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Iasnaia Poliana
A questão do destino a dar a Iasnaia permanecia por resolver. A propriedade incluía cerca de 967 hectares de terra de cultivo e floresta – um quarto pertencia conjuntamente a Sofia e aos seus filhos. O sonho de Sofia era conservar tudo intacto – edifícios, jardim e florestas, pastos e terra arável. Todavia, os seus filhos não tinham meios para manter a propriedade: os filhos homens estavam empobrecidos e tinham famílias numerosas. Em 1910, Sofia tinha vinte e cinco netos.
No início de 1911, ao ter conhecimento de que os seus filhos Ilya, Andrei e Mikhail tencionavam vender Iasnaia a um grupo de industriais americanos ricos por uma soma de 1,5 milhões de rublos, Sofia protesta: "Parece-me de muito mau gosto e triste. Não gosto nada. Gostaria de ver Iasnaia Poliana em mãos russas, como propriedade pública." Em acréscimo, não deixou o seu filho Andrei contestar o testamento.
A 10 de maio, Sofia dirige uma carta a Nicolau II, pedindo-lhe que Iasnaia seja comprada pelo Estado. Seria mais rentável para a família vendera propriedade em parcelas a entidades privadas, mas o seu dever e "desejo mais fervoroso" era conservá-la como monumento cultural russo, sob proteção estatal.
Alexandra Poppoff, in Sofia Tolstoi – Uma Biografia
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Motivated reasoning
"If you want to build a ship, don't drum up your men to collect wood, and give orders and distribute the work. Instead, teach them to yearn for the vast and endless sea."
Antoine de Saint-Exupery
You think you're right, even when you're wrong.
"If you really want to improve your judgement as individuals and as societies, what we need most is not more instruction in logic or rhetoric or probability or economics. Even though those things are quite valuable. But what we most need to use those principles well, is the 'scout mindset'. We need to change the way we feel. We need to learn how to feel proud, instead of ashamed, when we notice we might have been wrong about something. We need to learn how to feel intrigued instead of defensive, when we encounter some information that contradicts our beliefs. What do you most yearn for? Do you yearn to defend your own beliefs? Or do you yearn to see the world as clearly as you possibly can?"
Julia Galef
"This is a case of what scientists refer to as “motivated reasoning,” a phenomenon in which our unconscious motivations, desires and fears shape the way we interpret information. Some pieces of information feel like our allies — we want them to win; we want to defend them. And other pieces of information are the enemy, and we want to shoot them down."
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Everyday sexism - Não há pachorra
Sei o que isso é em ambiente de trabalho e nos contactos sociais de uma forma geral.
E se por acaso sentirmos (intuirmos) que nos consideram inteligentes, então a coisa torna-se tristemente exasperante.
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Sofia, uma enorme mulher por detrás de um grande homem
Os seus dias eram preenchidos por questões enfadonhas como essas que não lhe interessavam. "Estou cansada desta interminável batalha e de tantas horas de trabalho árduo que dedico à casa e à educação dos meus filhos, dos negócios, da editora, de gerir os bens dos meus filhos, de cuidar do meu marido e de zelar pela paz familiar." Sofia continuava a trabalhar, apesar da apatia, da insónia e dos distúrbios nervosos, comentando no seu diário que nada disso era visível para quem estava de fora. A sua alma tornara-se "frágil" e levava-a a perturbar-se facilmente. Para além disso, os dois filhos mais novos apresentavam comportamentos problemáticos. Sofia escreve a Tolstoi, queixando-se que o seu trabalho não lhe dava satisfação e que se sentia como um cavalo movido a chicote. No seu diário, confessa sentir-se atemorizada com ele própria, com o seu desespero e os seus pensamentos suicidas. A partir de então passa a discernir dois caminhos: um para a perfeição espiritual e outro para a fraqueza e a deterioração. "Sinto que enveredo por este último caminho e isso assusta-me e entristece-me." É com Tolstoi que desabafa o seu temor de declínio espiritual, juntamente com o seu desejo de não desistir – no fundo, rezava para que Deus lhe desse a força da sabedoria.
Sofia tocava piano para se descontrair: "Mesmo quando sou eu a tocar, tudo se torna subitamente claro, a música enche-me de alegria e permite-me vislumbrar as preocupações da vida sob uma nova luz, com calma e lucidez." Taneev fez-lhe uma visita inesperada e proporcionou-lhe uma agradável distracção: para além de lhe trazer uma nova peça que acabara de compor, tocou-lhe outra da sua nova sinfonia. "Sentámo-nos a conversar tranquilamente e lemos um artigo de crítica musical. ele é sempre uma companhia tão pacífica, sincera e interessante. Damo-nos tão bem – tenho tanta pena que o ciúme do L. N. pese tanto sobre esta amizade tão pura e simples. "Taneev vinha pedir-lhe a opinião sobre a sua nova obra, tal como Tolstoi fizera no passado.
Ainda nesse ano, Sofia organizou um serão musical com Taneev e Elizaveta Lavrovskaya, cantora e professora do Conservatório de Moscovo. Entretanto, Tolstoi recebeu muitos artistas, incluindo o pintor Repin, o compositor Rimsky-Korsakov e o jovem cantor de ópera Feodor Shalyapin, que começava na altura a conquistar os palcos. sofia descrevia-o como "um gigante louro, de bom fundo e espantosamente talentoso em todos os aspetos, no canto, no desenho e como contador de histórias".
A presença de Tolstoi em Moscovo atraía outros visitantes – muitos deles perfeitos desconhecidos. Para além de ser um grande escritor, era um sábio e um mestre na arte de viver e as pessoas queriam saber a sua opinião acerca de tudo. Sofia ouviu um visitante perguntar-lhe o que é que ele pensava sobre o segundo advento de Cristo. Camponeses, mestres-escola, correspondentes estrangeiros e operários fabris vinham consultar o escritor Lev Tolstoi. Dotado de uma "curiosidade sem limites", recebia-os a todos. "Enlouqueceria se tivesse de viver como o Lev Nikolaevich", reflecte Sofia. "Passa a manhã inteira a escrever, desgastando-se mentalmente, e passa o serão a falar sem parar, ou antes, a pregar, pois os seus seguidores tendem a procurá-lo para pedir conselhos ou orientações."
Todos os dias, Sofia recebia pessoas que não vinham visitá-la a ela, mas que pretendiam conhecer Tolstoi. Enquanto produzia a mais recente edição das obras completas, anota no seu diário: "Provas, solidão, tristeza." Tolstoi já estava "constantemente rodeado de pessoas" e a fama dele distanciava-os.
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mais coisas do patriarcado
"Aquela [Canções Sem Palavras], porém, era a sua última novela e jamais seria publicada. Para crescer como autora, Sofia [Tolstoi] teria de investir um consistente esforço e isso era inviável. "Ainda hoje me perguntava por que razão não existem mulheres autoras, artistas ou compositoras de génio. Isso deve-se ao facto de toda a paixão e de todas as capacidades de uma mulher enérgica serem consumidas pela sua família [...] Quando acabou de carregar e educar os filhos, despertam-lhe as necessidades artísticas, mas já é demasiado tarde.""
Alexandra Popoff, in Sofia Tolstoi, Uma Biografia
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What does it mean to regret, when you have no choice?
It's what you can bare.
There it is. No one's going to forgive me.
It was death. I chose life.
To look life in the face.
Always to look life in the face.
And to know it.
For what it is.
At last. To know it. To love it.
For what it is.
And then... To put it away.
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20th century women
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Love is all
"No one told me there are different kinds of love. The kind that starts big and slowly wears away. That seams you will never use it up, and one day it is finished.
Then there is the kind that you do not notice at first, but which adds a little bit to itself, like an oyster makes a pearl. Grain by grain. A jewel from the sand. That is the kind I have come to know."
Love is All, by Kim Longinotto
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do patriarcado
"Tal como havia de comentar, Sofia afastou as suas próprias aspirações por as considerar uma ameaça ao seu compromisso para com Tolstoi e o seu trabalho. Desde a infância que nutria um grande desejo de estudar arte e essa ânsia regressaria. Certa vez, na ausência de Tolstoi, quando ela lhe escrevia uma carta, a irmã dele, Maria Nikolaevna, começou a tocar uma peça de Schubert. Sofia descreve ao marido a sensação que a percorre:
Estou sentada no vosso escritório, a escrever e a chorar [...] Esta música que não ouvia há tanto tempo transportou-me para fora da minha esfera do quarto do bebé, das fraldas e das crianças [...] para um local distante e desconhecido [...] Há muito que reprimo estas cordas que a música e a natureza fazem estremecer e produzir tanta dor dentro de mim [...] Sinto-as agora. Magoa-me e é bom. Mas é melhor para nós, mães e mulheres da casa, mantermo-nos afastadas de tudo isso [...] Ouço a música, tenho os nervos em franja, amo-vos terrivelmente, contemplo o lindo pôr do Sol pela janela do vosso escritório
As melodias de Schubert que antes me deixavam indiferente transtornam-me agora a alma e não consigo conter as lágrimas [...] Em breve se acenderão as velas e eu serei chamada a amamentar [...] e este sentimento passará, como se nada fosse."
Alexandra Popoff, in Sofia Tolstoi – Uma biografia
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Sofia recorda Lev
Recordando o êxtase dos seus encontros, Sofia escreveria: "Mulher alguma poderia sentir um amor mais forte do que o amor que senti por Lev Nikolaevich [Tolstoi]. Não era bem-parecido, nem jovem e só tinha quatro dentes estragados na boca. Contudo, o júbilo que surgia em mim, quando estávamos juntos [...] esse júbilo iluminou-me a vida por muito, muito tempo."
Alexandra Popoff, in Sofia Tolstoi – Uma biografia
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Potente
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Because he liked to look at it
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