Crise
"Mas deitar abaixo uma fábrica, ou revoltar-se contra um governo, ou evitar reparar uma motocicleta porque é um sistema, é mais atacar efeitos do que causas, e enquanto o ataque for apenas contra efeitos nenhuma mudança é possível. O verdadeiro sistema, o sistema genuíno, é a nossa presente construção do próprio pensamento sistemático, da própria racionalidade, e se uma fábrica é deitada abaixo, mas a racionalidade que a produziu é mantida de pé, então a racionalidade produzirá simplesmente outra fábrica. Se uma revolução destrói um governo sistemático, mas os padrões sistemáticos de pensamento que geraram esse governo ficam intactos, então esses padrões repetir-se-ão no governo que se seguir. Fala-se muito do sistema. E muito pouco de compreensão."
Robert Pirsig, in Zen e a Arte de Manutenção de Motociclos
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All work and [little] play...
"In the beginning was the Word. And the Word was Genius. If the task of criticism is somehow to explain, or make guesses, or lead interesting speculations as to how works come to be or how they do what they do, the use of the term 'genius' must be eschewed. It reveals nothing. [...]
Sometimes our use of the term 'genius' implies that we believe that there is a group of people with some fantastic natural capability to produce thoughts or objects out of thin air. [...] Bobby Fischer, the chess player, is commonly represented [...] as a unworldly genius. [...] And yet, for many years of his life, Fischer spent up to fourteen hours a day studying chess. The ten years before the world championship match that he won were spent with a chessboard by the bedside and stacks of chess books in every room. [...] Wittgenstein produced two extraordinary works of philosophy, but those works were the products of long, hard, sometimes disillusioning, years of thought and study."
Kamran Nazeer, in Send in the Idiots
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Giro
Filme realizado pela famosa dupla, Charles & Ray Eames.
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Quem canta, seu mal espanta
Apesar de nunca ter sido grande fã dos Mão Morta, do seu estilo musical, sempre reconheci qualidade no vocalista. Não na sua voz, mas na sua inteligência, bagagem cultural e pertinência. Mas este tema cativou-me.
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Envy
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Talvez...
"Hoje em dia, não tenho muito a certeza de nada. Talvez seja por isso que falo tanto."
Robert M. Pirsig, in Zen e a Arte de Manutenção de Motociclos
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ouvi dizer que o tempo é de férias...
"[...] os cérebros inteligentes são profundamente preguiçosos."
António Damásio, in O Livro da Consciência
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Não sou crente... Mas é bom que seja verdade
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http://www.youtube.com/watch?v=UIHcK7Qjw6Y
"Não façais a experiência se tiverdes que tratar de qualquer caso desagradável, se o vosso espírito estiver voltado para a melancolia, se tiverdes uma conta a pagar. Como já disse, o haxixe é impróprio para a acção. Não consola como o vinho; não faz mais que desenvolver, em excesso, a personalidade humana nas circunstâncias em que ela se encontrar no momento. Tanto quanto possível, convém um belo apartamento ou uma bela paisagem, um espírito livre e solto, e alguns cúmplices cujo temperamento intelectual se aproxime do vosso; um pouco de música também, se possível."
Charles Baudelaire, in Paraísos Artificiais
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Para os pouco impressionáveis: FANTÁSTICO
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da plasticidade

Pintura de Georges Braque
"Há cada vez mais provas convincentes de que os desenvolvimentos culturais ao longo de gerações sucessivas levam a alterações no genoma."
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do País das Maravilhas
"I wanna tell you something. At a certain point in your life, probably when too much of it has gone by, you will open your eyes and see yourself for who you are. Especially for everything that made you so different from all the awful normals. And you will say to yourself: 'But I am this person'. And in that statement there will be a kind of love."
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da resiliência / e em casa levas mais...
Comuns e frágeis mortais. Aos olhos dos outros: dignos de serem mal tratados na proporção do quanto eram [mal-]imaginados.
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Reciclagem, mas com resíduos... / Orchestral Manoeuvers in the Dark /E... Isto é tudo muito belo!
"Que é o cérebro humano senão um palimpsesto imenso e natural? O meu cérebro é um palimpsesto e o vosso também, leitor. Inúmeras camadas de ideias, de imagens, de sentimentos caíram sucessivamente sobre o vosso cérebro, tão suavemente como a luz. Cada uma parecia sepultar a anterior. Mas na realidade, nenhuma pereceu."
"Todavia, entre o palimpsesto que apresenta, sobrepostas uma na outra, uma tragédia grega, uma lenda monástica e uma história de cavalaria, e o palimpsesto divino criado por Deus, que é a nossa incomensurável memória, há a diferença de que no primeiro existe como que um caos fantástico, grotesco, uma colisão entre elementos heterogéneos, ao passo que no segundo a fatalidade do temperamento põe forçosamente uma harmonia entre os elementos mais díspares. Por mais incoerente que seja uma existência, a unidade humana não é perturbada. Todos os ecos da memória, se se pudessem acordar simultâneamente, formariam um concerto, agradável ou doloroso, mas lógico e sem dissonâncias.
Muitas vezes, seres surpreendidos por um acidente súbito, sufocados bruscamente pela água, e em perigo de morte, viram acender-se no cérebro todo o teatro da sua vida passada. O tempo foi aniquilado, e alguns segundos bastaram para conter uma quantidade de sentimentos e de imagens equivalentes a anos. E o que há de mais singular nesta experiência, que o acaso preparou mais uma vez, não e a simultaneidade de tantos elementos que foram sucessivos, é a reaparição de tudo o que o próprio ser já não conhecia, mas que é no entanto obrigado a reconhecer como seu. O esquecimento é apenas momentâneo; e em tais circunstâncias solenes, na morte talvez, e geralmente nas excitações intensas criadas pelo ópio, todo o imenso e complicado palimpsesto da memória se desenrola de uma só vez, com todas as suas camadas sobrepostas de sentimentos defuntos, misteriosamente embalsamados naquilo a que chamamos esquecimento."
"Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tangem e rangem, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como sinfonia."
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
"A consciência não se resume a imagens mentais. Terá, no mínimo, a ver com uma organização de conteúdos mentais centrada no organismo que produz e motiva esses conteúdos. Porém, a consciência, no sentido vivido pelo leitor e pelo autor sempre que o desejam, é mais do que uma mente que se organiza sob a influência de um organismo vivo e activo. [...] A grandiosa peça sinfónica que é a consciência engloba as contribuições fundamentais do tronco cerebral, eternamente ligado ao corpo, e a vastíssima imagética criada graças à colaboração entre o córtex cerebral e as estruturas subcorticais, todas unidas de forma harmoniosa, propulsionadas para o futuro, num movimento contínuo que apenas pode ser interrompido pelo sono, pela anestesia, pela função cerebral ou pela morte."
António Damásio, in O livro da Consciência
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