Glassblowing, illustration from the 'Encyclopedie des Sciences et Metiers' by Denis Diderot (1713-84) engraved by Robert Benard (fl.1734) published c.1770
It might be possible to imagine an experience following this photographic procedure, one that enables our eyes to do the thinking about material things. In silence, as in a monastery, communication among people would be reduced to a minimum for the sake of contemplating how an object is made. Zen Buddhism follows this nonverbal path, taking the craftsman to be an emblematic figure who enlightens by showing rather than telling. Zen counsels that to understand the craft of archery you need not become an archer; instead, silently compose its decisive moments in your mind.
"The Encyclopedia, or Dictionary of Arts and Crafts, edited principally by Denis Diderot [...] celebrated those who are committed to doing work well for its own sake; the craftsman stood out as the emblem of Enlightenment. "
"The most significant fact we know about Stradivari's workshop was that he was all over it, popping up unexpectedly everywhere, gathering in and processing those thousands of bits of information that could not signify in the same way to assistants who were doing just one part. The same thing has been true in scientific labs run by idiosyncratic geniuses; the master's head becomes stuffed with information only he or she can see the point of. This is why the secrets of the physicist Enrico Fermi as a great experimenter can't be fathomed by poring over the minutiae of his lab procedures.
To put this observation abstractly in a workshop where the master's individuality and distinctiveness dominates, tacit knowledge is also likely to dominate. Once the master dies, all the clues, moves, and insights he or she has gathered into the totality of the work cannot be reconstructed; there's no way to ask him or her to make the tacit explicit."
"The tactile, the relational, and the incomplete are physical experiences that occur in the act of drawing. Drawing stands for a larger range of experiences, such as the way of writing that embraces editing and rewriting, or of playing music to explore again and again the puzzling qualities of a particular chord. The difficult and the incomplete should be positive events in our understanding; they should stimulate us as simulation and facile manipulation of complete objects cannot."
Há muito tempo atrás, um condenado a morte estava na prisão, aguardando o dia de sua execução. Um dia, ele resolveu fugir e, com muita dificuldade, conseguiu realizar seu objetivo. O rei do país, então, mandou um grande elefante em sua perseguição. A lei daquele país determinava que os fugitivos da cadeia fossem esmagados por um elefante. O fugitivo, sabendo que o elefante vinha em sua perseguição, corria com todas as suas forças.
Entretanto, o passo do animal era muito rápido e o fugitivo percebeu que não conseguiria escapar. Foi então que ele viu um grande poço. O fugitivo ficou aliviado: percebeu que se tratava de um excelente esconderijo e tratou de se esconder no interior do mesmo. Por um breve instante sentiu-se salvo, mas ao dirigir seu olhar para o fundo do poço, percebeu que lá se encontrava uma enorme serpente com a goela aberta, pronta para engoli-lo se ele caísse lá embaixo. Assustado, o fugitivo olhou em torno de si e viu que quatro serpentes venenosas estavam enrodilhadas nos cantos do poço, prontas para desferir um bote fatal sobre ele. O fugitivo percebeu, então, que aquele poço estava longe de proporcionar a sonhada segurança. Entretanto, não podia ele sair do mesmo, pois lá em cima permanecia o elefante alerta, pronto para esmagá-lo. O fugitivo sentiu que não tinha escapatória, mas, apostando na sorte pela última vez, agarrou-se a um cipó que crescia na parede do poço. Apavorado, segurava firmemente no cipó, seu último e frágil apoio. Foi então que ele percebeu a presença de dois ratinhos, um branco e um preto, que alternadamente iam roendo o cipó.
A cada roída o cipó ia ficando cada vez mais fino, a qualquer momento poderia rebentar e o homem cairia bem dentro da goela da serpente que o esperava lá embaixo.
O fugitivo sentiu que já estava morto. O pavor não o deixava um segundo sequer. Sentia ele que já estava no fim, que sua vida não valia mais nada. Foi então que, ao erguer os olhos para o alto, se deu conta de que uma frondosa árvore se erguia à beira do poço. Em um dos galhos da mesma havia uma colméia, da qual, a cada golpe de vento, caiam cinco gotas de mel bem dentro da boca aberta do homem. Aquele mel era realmente delicioso, sua doçura era comparável à do néctar, a sublime bebida dos deuses imortais. À medida que aquele mel delicioso refrescava sua garganta e aplacava sua sede, o fugitivo foi se esquecendo de sua situação. Chegou o momento em que ele perdeu totalmente a vontade de escapar daquele poço…
I expected to find bitterness as that woman died, that the hatred towards her enemies would be endless. Not that she forgave them, no, not that she was ready to forget what they had done, no it was that she had chosen to turn from the anguish that was besieging her, she had chosen to look through a crack in the wall of the shack where they had imprisoned her broken body, left her to bleed into nothingness. I saw her crawl to that slight opening in the wall, heard her think, this is what I want to see at the end, this is what I want to take with me as I leave, I will not spend my last moments on earth filled with terror, she saw the plants, she saw a ray of sun, she remembered how rain had come down in a garden, she heard the plants asking to be gathered from the ground.
And she knew that nothing ever dies. Nothing ever really dies."
A realidade, obviamente [e ainda bem] subjectiva, "só tem valores determinados quando interage com alguma coisa" como, por exemplo, na procura de pontos de referência (extrapolando para a realidade mundana).
Algo passa a fazer sentido, ou deixa de fazer sentido, quando nos colocamos em determinado ponto de observação.
OUTLINE:
0:00 - Introduction
1:39 - Introduction to psychedelics
4:54 - Psychedelics reveals the inner depths of humans
17:28 - Differences between psychedelics
24:53 - The future of psychedelics
33:37 - Epigenetics
39:34 - DMT
47:00 - Ego dissolution
50:17 - One Flew Over The Cuckoo's Nest
53:17 - Psychedelics and Creativity
57:10 - MKUltra and the Grateful Dead
1:01:49 - Ted Kaczynski
1:07:31 - Timothy Leary
1:14:55 - Good Friday Experiment
1:19:30 - Forming of MAPS
1:30:45 - Gaining access to psychedelics
1:39:15 - MDMA Medical Trials
2:10:45 - Clinical Trials for other substances
2:15:28 - Future of society with psychedelics
2:19:58 - Big Pharma
2:26:17 - Advice for the younger generations
2:32:02 - Meaning of life
Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies: here
"In my view, people that develop cancer, tend to be nice people and more concerned with the needs of others than their own. They have a hard time experiencing healthy anger and also they have this belief that they must not disappoint anybody" GM
"Nestes pioneiros do individualismo, é surpreendente encontrar tanto altruísmo. Nestes sonhadores, tanta obstinação em submeter a realidade aos seus desejos. Nestes viajantes, um tamanho desejo de, por fim, assentarem em algum lado. Nestes opositores, tanta amargura ao constatarem que já não são aceites por aqueles a quem se opõem.
Como explicar de outra forma a porfia obstinada de um [Percy] Shelley, para quem a harmonia deve reinar, soberanamente, entre as pessoas com quem convive? O seu sonho de uma comunidade de corpos e de espíritos [...] ... nada disto condiz minimamente com o retrato dele que então circula entre a sociedade bem-pensante em Inglaterra. E Mary [Shelley] essa rapariga rude, cujo 'Diário' é uma litania aplicada e estudiosa onde alternam as leituras austeras, as viagens culturais, a preocupação com os que lhe são próximos e com os seus filhos... Sim, parecem bem decentes, estas pessoas. E bem horríveis os seus compatriotas, que, através de um óculo de ver ao longe, os observam da outra margem do lago como se observam os animais numa reserva."
Cathy Bernheim, Mary Shelley - Uma Biografia da Autora de Frankenstein [pgs 77, 78]
"Se nós saudarmos as experiências como estando "além dos nossos sonhos mais loucos" será porque estes sonhos têm servido de aviso e estão gastos. Um vazio revelador, uma tristeza da saciedade seguem-se à realização dos nossos desejos. [...] A famosa lassidão dos pós-coito, o cigarro tão aguardado a seguir ao orgasmo são precisamente aquelas coisas que servem de medida para o vazio entre a antecipação e substância, entre a imagem confabulada e o acontecimento empírico. O eros humano é parente próximo de uma tristeza ante a morte. Se os nossos processos de pensamento fossem menos prementes, menos vividos, menos hipnóticos (como nos acessos de masturbação e de sonhar acordado), o nosso constante desapontamento, aquela massa cinzenta de náusea no centro do nosso ser, seriam menos incapacitantes. Esgotamentos nervosos, fugas patológicas para a irrealidade, a inércia de quem padece de doença cerebral podem ser, na sua essência, táticas contra o desapontamento, contra a acidez da esperança baldada. As correlações fracassadas entre o pensamento e a concretização, entre o concebido e as realidades da experiência são tais que nós não conseguimos viver sem esperança. [...] "Esperar contra toda a esperança" é uma formulação poderosa, mas em última análise acabrunhante, do flagelo que o pensamento lança sobre a consequência."
George Steiner, in Dez Razões (Possíveis) para a Tristeza do Pensamento [pg 45]
Segundo Adam Phillips, no seu livro, Attention Seeking, referindo-se à obra, A Vida e Opiniões de Tristram Shandy, de Laurence Sterne, devemos procurar ter consciência (awareness) das afinidades entre a distração (supostamente negativa) e a atenção (supostamente positiva).
Por que razão damos mais atenção a umas coisas e deixamos outras passar despercebidas, quando a vida é maioritariamente feita de 'distrações', de 'à partes'? O que nos leva a lembrarmo-nos de umas coisas e de outras não. Qual a 'regra' subjacente à nossa escolha?
Laurence Sterne faz uma paródia com isso.
À medida que fui lendo o livro, o pensamento que mais vezes me foi ocorrendo foi, 'com licença de vossas mercês': WTF!!?!?
Fui ao Google e encontrei um filme baseado na obra!!! Como é possível pôr um livro, assim, em filme? Há malucos para tudo!
Guardei o filme nos meus favoritos para ver quando acabasse o livro.
Tenho algumas dúvidas se iria abarcar a ideia do filme se não tivesse lido o livro... Talvez quem nunca tenha lido o livro, veja o filme com o mesmo tipo de espanto/questionamento de quem tenha lido o livro... (?) Não sei...
Quanto ao filme, é interessante verificar como alguém escolheu pegar no livro, no que diz respeito à estrutura narrativa, à cronologia e histórias dentro de histórias, trocando as voltas ao tempo, como Laurence Sterne o fez.
Mas, encurralados na grande prisão da linguagem, não chegamos a nenhuma noção plausível, muito menos "traduzível", do que poderia assemelhar-se a um pensamento impossível de ser expresso, indizível (será que um surdo-mudo estará mais próximo disso?). É possível que o significado indizível da música, tão flagrantemente somático em algumas das suas componentes filtrais, ofereça uma analogia. Os níveis que a psicologia profunda, tais como a psicanálise ou a hipnose, identifica como subconscientes, para não dizer inconscientes, são superficiais, quando emergem em palavras, imagens, sonhos ou representações simbólicas. Na geofísica da psique humana, estão longe da crosta. E, mesmo na superfície, não se verifica nada mais do que um controlo intermitente.
George Steiner, ‘Dez Razões (Possíveis) para a Tristeza do Pensamento
Look at how feathered his cocks are
See how seamless his frocks are
Look at his paper-beating over that rockstar
Look at how long she walks and how far
Was she lost? Or
Maybe she was not for travelling in the stock car, anymore
Maybe she spent her formative years
Dealing with his contentious fears
And endless jeers and her endless tears
Or maybe she's got tired of watching him
Sniff white off a starlet's breast
Treating his wife like less than a guest
Getting his girl to clean up his mess
Never showing weakness unless it's award's season
It's the season of the ward
And she's trying to cut the cord
She's tired of planting her knees on the cold, hard floor of facts
Trying to act like the other girl acts
And you strike me, I've been exact
But you know that you never really go to the mat
You tie everything all pretty in the second act
When you know that it didn't go exactly like that
You arrive and drive by, like a sauced up bat
Like you know you should know but you don't know where it's at
Like you know you should know but you don't know where it's at
Like you know you should know but you don't know where it's at
You arrive and drive by, like a sauced up bat
Like you know you should know but you don't know where it's at
You arrive and drive by, like a sauced up bat
Like you know you should know but you don't know where it's at
Like you know, you should know, but you don't know what you did
Like you know, you should know what happened when I came to bed
Like you know, you should know, but you don't know
Like you know, you should know, but you don't know
Like you know, you should know, but you don't know what you did
Well, good morning, good morning
You raped me in the same bed your daughter was born in
Good morning, good morning
Good morning, good morning
(Like you know, you should know, but you don't know
Like you know, you should know, but you don't know
Like you know, you should know, but you don't know)
You were so high
You were so high
You were so high
Entristece-me a exagerada invasão de privacidade, nesta era que tudo se fotografa/olha e pouco se vê, de crianças de tenra idade que não têm poder para se libertarem dos disparos de câmaras óbvias mas indiscretas. Interrogo-me como serão estas crianças (sobretudo as meninas-que-se-querem-princesas) quando chegarem a adolescentes, como lidarão com o excesso de exposição pública, com o olhar do outro, com uma eventual ausência de exposição e suas consequências na auto-imagem (necessidade/procura de exposição como validação de valor...).
A palavra 'NÃO' pode ter tem imensa força mas, também é necessário ser capaz de convocar essa força interior para a proferir e, em era patriarcal está mais do que comprovado que demasiadas vezes isso não acontece quando deveria e os consequentes estragos acontecem.
"Even young women who are not megafamous have typically picked up on what makes them appear valuable by the age of 15. Their capacity to perpetuate these standards doesn’t mean they are not also victims of these standards. If anything, it shows how girls’ bodies and sexuality are so deeply regulated by a society that despises women and fetishizes youth that some of us learned how to carry out its work all on our own."
"In the flurry of recent Britney Spears commentary, I thought of a few men who would be relieved to learn that it is considered anti-feminist and sex-negative to suggest that there is anything dubious about sexualizing teenagers. One of them already had a good handle on this argument when I was 18. He seemed to believe that, given my professional credentials, I was above harm or that my purported emotional maturity implied consent — because if you are really mature, you are a willing and enthusiastic sexual partner, and if you don’t already know that, perhaps a few rounds of badgering, defying your “no” and “That makes me uncomfortable,” will teach you; surely, no one as powerful as you would ever actually do something she didn’t truly want to do."