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Pois. Qual é a piada?


[esta senhora tem MESMO MESMO muita piada]

"Penso que a razão do presente é análoga à da terra plana do período medieval. Se vamos demasiado longe para além dela, presume-se que cairemos — na insanidade. E as pessoas têm muito medo disso. Penso que este medo da insanidade é comparável ao medo que as pessoas outrora tiveram de cair da borda do mundo. Ou ao medo dos heréticos. Há aí uma analogia muito próxima."
Robert M Pirsig, in A Arte da Manutenção de Motocicletas

Mindfulness vs "baixar a guarda" / Água mole em pedra dura...






"Não estou aqui a inventar nada de novo, mas sim a esquematizar um mecanismo prático deduzido a partir daquilo que presumo serem as operações neutrais de decisão e de acção. Durante milénios, chefes sagazes optaram por uma solução semelhante ao pedirem aos seus seguidores que observassem rituais disciplinados cujo efeito secundário terá sido uma imposição gradual de decisões tomadas conscientemente sobre processos de acção não-conscientes. Não admira que muitas vezes esses rituais envolvessem a criação de emoções exaltadas, até mesmo dor, um modo de gravar o mecanismo desejado na mente humana. No entanto, aquilo que estou a imaginar vai muito além dos rituais religiosos e cívicos, englobando questões da vida diária ligadas a diversas áreas. Estou a pensar, especificamente, em questões de saúde e de comportamento social. Os nossos conhecimentos insuficientes sobre os processos não-conscientes talvez expliquem, por exemplo, o motivo por que muitos de nós falham por completo quando se trata de fazer o que supostamente deveria ser feito em relação à dieta e ao exercício. Pensamos ter o controlo, mas é frequente não o termos, como o comprovam as epidemias de obesidade, hipertensão e doenças cardíacas. A nossa constituição biológica leva-nos a consumir o que não devemos, mas o mesmo pode ser dito das tradições culturais que se foram inspirar nessa constituição biológica e que foram moldadas por ela, e mesmo da indústria da publicidade que a explora."


António Damásio, in O Livro da Consciência

Sabedoria



"Um maior controlo sobre os caprichos do comportamento humano só poderá advir de uma acumulação de conhecimento e da análise dos factos descobertos. Dedicar tempo a analisar factos, a avaliar o resultado de decisões e a ponderar os desenlaces emocionais dessas decisões é o melhor caminho a tomar para construir o guia prático também conhecido como sabedoria."
António Damásio, in O Livro da Consciência


Porque as nossas decisões deliberadas de forma consciente

"têm de encontrar maneira de chegar ao inconsciente cognitivo para se disseminarem pela maquinaria da acção — e é necessário facilitarmos essa influência."

António Damásio, in O Livro da Consciência


“Let us have the truth, though the heavens may fall.” 
Herbert M. Shelton

"For once a thing is known, it can never be unknown. It can only be forgotten."
Anita Brookner, in Look at Me

Coisas muito lindas

Mais aqui

Crisis, what a crisis!

"Vivemos numa época de socialismo monetário absoluto, porque o banco central é um monopólio estatal e porque o dinheiro não é convertível em nada. Nem sequer em ouro."

Chautauqua


A popularidade do movimento Chautauqua pode atribuir-se, em parte, ao isolamento social e geográfico das comunidades rurais americanas. As gentes nestas zonas estavam, naturalmente, sequiosas de educação, cultura e entretenimento, e o movimento Chautauqua foi a resposta, na hora certa, a essa necessidade em finais do século XIX e início do século XX. Contudo, na viragem do século, outras oportunidades de entretenimento e educação, como a rádio e o cinema, começaram a chegar às cidades americanas  competindo com as palestras da Chautauqua. Com o advento do automóvel após 1910, e da rádio após 1920, a classe média americana passou a poder ouvir ou participar em eventos culturais previamente disponíveis apenas em áreas urbanas, e o movimento Chautauqua perdeu popularidade.

É possível ler 4 ao mesmo tempo? Pelos vistos...

Ao café

Ao pequeno almoço

Na mesa de cabeceira

Nos intervalos

What goes around, comes around

...

Crise

"Mas deitar abaixo uma fábrica, ou revoltar-se contra um governo, ou evitar reparar uma motocicleta porque é um sistema, é mais atacar efeitos do que causas, e enquanto o ataque for apenas contra efeitos nenhuma mudança é possível. O verdadeiro sistema, o sistema genuíno, é a nossa presente construção do próprio pensamento sistemático, da própria racionalidade, e se uma fábrica é deitada abaixo, mas a racionalidade que a produziu é mantida de pé, então a racionalidade produzirá simplesmente outra fábrica. Se uma revolução destrói um governo sistemático, mas os padrões sistemáticos de pensamento que geraram esse governo ficam intactos, então esses padrões repetir-se-ão no governo que se seguir. Fala-se muito do sistema. E muito pouco de compreensão."
Robert Pirsig, in Zen e a Arte de Manutenção de Motociclos

All work and [little] play...

"In the beginning was the Word. And the Word was Genius. If the task of criticism is somehow to explain, or make guesses, or lead interesting speculations as to how works come to be or how they do what they do, the use of the term 'genius' must be eschewed. It reveals nothing. [...] Sometimes our use of the term 'genius' implies that we believe that there is a group of people with some fantastic natural capability to produce thoughts or objects out of thin air. [...] Bobby Fischer, the chess player, is commonly represented [...] as a unworldly genius. [...] And yet, for many years of his life, Fischer spent up to fourteen hours a day studying chess. The ten years before the world championship match that he won were spent with a chessboard by the bedside and stacks of chess books in every room. [...] Wittgenstein produced two extraordinary works of philosophy, but those works were the products of long, hard, sometimes disillusioning, years of thought and study."
Kamran Nazeer, in Send in the Idiots



Giro


Filme realizado pela famosa dupla, Charles & Ray Eames.

Quem canta, seu mal espanta


 Apesar de nunca ter sido grande fã dos Mão Morta, do seu estilo musical, sempre reconheci qualidade no vocalista. Não na sua voz, mas na sua inteligência, bagagem cultural e pertinência. Mas este tema cativou-me.

Hoje já choveu

Envy

Portrait of a Woman Suffering from Obsessive Envy; 
Jean Louis Théodore Géricault (1791–1824)

"Thou dost love her, because thou knowst I love her."
Shakespeare

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Talvez...

"Hoje em dia, não tenho muito a certeza de nada. Talvez seja por isso que falo tanto."
Robert M. Pirsig, in Zen e a Arte de Manutenção de Motociclos