o EU consciente

"Apesar de estarem firmemente enraizados na regulação fisiológica, as emoções e os humores continuam a ser experimentados, pelo menos em parte, como estando relacionados com coisas e situações para além do eu, fora do corpo. Quando sinto medo, costumo ter medo de alguma coisa. Mas os níveis mais profundos da individualidade experimentada – a sensação rudimentar de <<apenas ser>> – parecem carecer por inteiro destes referentes externos. Para mim,  este é o verdadeiro estado fundamental da individualidade consciente: uma previsão perceptiva informe, amorfa e orientada para o controlo sobre a condição fisiológica presente e futura do próprio corpo. É aqui que começa o ser eu – e é também aqui que encontramos as ligações mais profundas entre a vida e a mente, entre a nossa natureza de animal-máquina e o nosso eu consciente."

A Criação do Eu, de Anil Seth (pag 224)

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