"... de ocasião para a 'reflexão' do espectador, a obra torna-se um simples reflexo da subjectividade deste. Não é mais o espectador que se deixa afectar na sua sensibilidade (como no período clássico grego) ou no exercício do seu juízo crítico (característico do advento da época moderna); não: é o próprio espectador que vê na obra aquilo que deseja ver, e o que ele deseja ver é o que lhe foi social e culturalmente negado. O espectador das mercadorias culturais resume-se ao consumidor dos seus próprios desejos ilusoriamente realizados."
A Vida a Crédito, de Tomás Maia [pag. 42]

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