
Constato que as pessoas funcionam com base na interpretação da percepção que têm da sua vida (e de si próprias). Para seu bem ou para seu mal.
Pergunto-me: o que é que adianta haver interpretações mais objectivas da(s) realidade(s) quando muitas vezes isso não vai servindo de grande coisa e, arrisco dizer, na maioria dos casos não convence as pessoas a actuarem de modo diferente?
A leitura "objectiva", a haver, terá de partir de cada caso em particular, sem nunca ter a pretensão de alterar a subjectividade, mas antes a de confrontá-la.
Uma reflexão, totalmente empírica, baseada num percurso de vida.
Obviamente haverá estudos e estatísticas, mas sempre relativos a amostras da sociedade (arrisco dizer). Nada capaz de fazer com que cada ser humano altere essa forma de ver as coisas (saindo do centro). A referência estará sempre no centro. Existirá sempre, como uma marca de água da qual nos poderemos distanciar mais, ou menos.

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