As insondáveis razões da paixão / Amizade? Por favor dirija-se à porta do lado / Paixão sob controlo / Paixão: sem terra nem lei


Na infância, quando nos apaixonamos, apaixonamo-nos.

Na juventude, parece ser aquela novidade, que se receia partilhar, não vá o diabo tecê-las e ficarmos sem saber o que fazer com tanto sentimento.

Na adolescência, felizmente, há sempre um que se atreve a atravessar a ponte até ao outro, ajudando, assim, a canalizar a torrente de sensações que a paixão provoca. "Take my hand, take my whole life too! (CUIDADO!!)


(bem, a letra desta música é de morrer!)

Lá virá o tempo em que questionamos o porquê de nos apaixonarmos:
Do estilo: porque me apaixonei por este ou aquele?!? Não faz o meu género, é piroso, etc.
De concretização improvável: Estava, eu, tão bem neste meu ram-ram e agora vem este desassossego dar-me cabo da vida.
Por questões formais: Eh pá, mas o(a) gajo(a) até é feio (a)!... Mas há ali algo misterioso...

Depois vêm aqueles que dizem: ah! mas há o Amor! O Amor é diferente!

O amor?
Amor=paixão+amizade?
Amor=amizade+respeito?
Amor=amizade+respeito+cumplicidade?

E a paixão?

Não será possível manter a paixão, sempre latente, ali, para nos deixarmos surpreender por ela quando nos for mais conveniente? Domar a paixão (to gather ones dreams together into words and actions).
Construir e manter um relacionamento, always very aware (verbo mais apropriado). Não deixando que o ruído da rotina e desta vida desumana nos distraia ou nos desmotive. Sempre em estado de alerta.

Proposta de receita:
(atenção: a ordem dos factores é arbitrária)
Não ter vergonha na cara
Ser muito inteligente
Ser muito resiliente
Ser muito criativo
Querer
Encontrar um(a) parceiro(a) que esteja na mesma onda e no mesmo registo.

Ah pois é!

E, já agora: qual a relação entre paixão e carência/vulnerabilidade afectiva?

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