Animais de hábitos, ou o Império da rotina

Há padrões de relacionamento que se instalam entre as pessoas.
Alterando os padrões, corremos o risco de nos tornarmos desconhecidos (estranhos) no(s) relacionamento(s).
Alterando os padrões instala-se a sensação de desajuste. Desconforto.
Mas, é (são) esta(s) a(s) pessoa(s) que eu sempre conheci?
Afinal quem sou eu neste(s) relacionamento(s)?
Quem tenho sido eu neste(s) relacionamento(s)?
São os padrões que se instalam?
Somos nós que o permitimos?
Teremos sempre consciência disso?
É o quotidiano que é responsável?
Vamos andando e vamos vendo, e vamos andando... e vamos vendo...
Serão as personalidades de cada um as responsáveis?
Será que é como um puzzle? As peças encaixam apenas de uma forma? Daquela forma e mais nenhuma? Da forma possível.
Formas de afinidade?
Depois vem toda a estruturação desta sociedade que acrescenta leis e moral aos relacionamentos, baralhando o esquema, "normalizando" o esquema. Leis muito pensadas e pouco sentidas. Elaboradas com finalidades políticas e de interesses, esquecendo que são para serem aplicadas a seres humanos — puzzles de faces complexas, com muitos encaixes possíveis.

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