Limerence / Mais uma achega ao já velho tema da atracção / Disponível para amar

Termo inventado por Dorothy Tennov
A investigadora americana entrevistou centenas de amantes, deu-lhes questionários a preencher e chegou mesmo a avaliar dados retirados de diários íntimos que lhe foram confiados. A partir de todo esse material, ela criou aquilo que, segundo Bas Kast, um cientista berlinense especializado em questões científicas, é não só um dos mais abrangentes, como também "um dos mais sensíveis estudos sobre o nascimento do amor que existem". Tennov constatou que o aspecto decisivo no momento em que os sentimentos brotam é sempre o mesmo: a pessoa que começa a amar apercebe-se do interesse do outro por ela. "Apaixonei-me pelo Bernard porque achei que ele, por sua vez, também podia gostar de mim." Uma frase parecida com esta, aqui expressa por uma mulher chamada Hilary, surgiu em quase todas as entrevistas de Tennov. [...] O que acontece, ainda segundo Tennov, é que o desejo desperta "quando nós próprios temos a sensação de sermos desejados".
Como o Acaso Comanda as Nossas Vidas, Stefan Klein


Chega de tentar dissimular
E disfarçar e esconder
O que não da mais p'ra ocultar
E eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor e
Entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar e me cortou

Chega de temer, chorar, sofrer
Sorrir, se dar, e se perder, e se achar
Que tudo aquilo que e viver,
Eu quero mais e me abrir
E que essa vida entre assim
Como se fosse o sol
Desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor dessa manha

Nascendo, rompendo, rasgando,
E tomando meu corpo e então eu
Chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando
Feito louco, alucinado e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não da mais p'ra segurar
Explode coração

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