Pois é. A ilusão. A ideia do que aquilo que vivemos pode causar em nós. Essa subjectividade.
Oscar Wilde estaria numa fase positiva quando pensou assim. Mas também poderemos entender o contrário: uma ilusão (uma percepção de certa realidade) poderá ser 0 primeir0 de todos os pesadelos.
Daniel Kahnemann fala sobre a felicidade e sobre as ratoeiras que a noção que temos do que é a felicidade contém.
Primeira ratoeira:
A relutância em admitir a complexidade (the reluctance to admit complexity).
Teremos de adoptar uma visão mais complexa sobre o que é o bem-estar (we will have to adopt a more complicated view of what wellbeing is).
A segunda ratoeira:
A confusão entre experiência e memória (confusion between experience and memory):
– Being happy in your life.
– Being happy about your life or with your life.
Dois conceitos muito diferentes atirados para dentro do mesmo saco (o da "noção de felicidade").
A terceira ratoeira:
The unfortunate fact that we can't think about any circumstance that affects wellbeing without distorting it's importance (a triste evidência de não sermos capazes de pensar acerca de uma coisa / acontecimento qualquer que afecte o nosso bem-estar sem que isso distorça a sua real importância).
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There is an "experiencing self" and a "remembering self", and confusing both is part of the mess of the notion of happiness.
O "experiencing self" será aquela parte do nosso eu que vive determinada situação e o "remembering self" será aquela parte do nosso eu que atribui uma carga emotiva (uma memória) à experiência vivida.
O "remembering self" vai contabilizando a vida (keeps score of our life). É o contador de histórias, o que toma as decisões.
O "experiencing self" vive a vida de forma contínua.
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Quanto é que sofremos?
Quanto é que pensamos que sofremos?
Daniel Kahnemann cita uma experiência feita com dois sujeitos que foram submetidos a uma dolorosa colonoscopia e refere o curioso resultado da memória que esse exame deixou em cada um.
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O que define uma história?
– As mudanças (changes).
– Uns momentos significativos.
– O final (o final é sempre muitíssimo importante).
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O presente psicológico apenas dura cerca de 3 segundos. Ao longo de uma vida haverá milhões de momentos destes e a maior parte será totalmente esquecida pelo "remembering self".
A maior diferença entre o "experiencing self" e o "remembering self" encontra-se na gestão do Tempo.
O Tempo é a variável crítica que distingue cada eu. O Tempo tem muito pouco impacto na "história".
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We don't choose between experiences, we choose between memories of experiences.
Quando pensamos sobre o nosso futuro não pensamos nas experiências que vamos ter, pensamos nele sob a forma de memórias antecipadas.
[e agora eu faço aqui um parêntesis para citar esta frase para baralhar um pouco o esquema: A verdadeira tarefa da economia consiste em mostrar ao homem o pouco que ele sabe acerca daquilo que pensa poder planear.]
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Podemos olhar para o "remembering self" como um tirano que arrasta o "experiencing self" para experiências que o "experiencing self" não precisa.
Então porque será que colocamos mais peso na memória do que na experiência?
[pergunto eu: a memória não poderá carregar moral, julgamento e, eventualmente falta de discernimento e objectividade?]
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The two "selves" bring up to the notion of happiness:
– How happy the person lives versus how happy the person is when he/she thinks about his/her life.
Conclusão:
Happiness is being satisfied with people that we like. It is spending time with people that we like.
E para comprovar isto há este estudo.
Illusion is the first of all pleasures. Já dizia Oscar Wilde
Labels: Daniel Kahneman, Gallup, Life, Saúde, Time

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