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Patterns / Quem o feio ama...


La Belle et La Bête, Jean Cocteau

Do we not all fall in love with our own creations?

Rematando pontas / Pontos com nó



Há acasos, que não deixando de ser acasos, poderão não ser tão acasos como isso.
Querendo acreditar que são acasos (provocados ou não), são como dádivas.

É importante fechar cí[r]c[u]los.

No reino do "Here and Now"


Imagem do filme, "The Secret Life of Words", de Isabel Coixet

Só poderá praticar a verdadeira compaixão aquele que percorreu o caminho da solidão e do sofrimento interior. De resto tratar-se-á de mais um exercício de treino da boa vontade.

The act of "showing" we understand is quite different from the actual "acting in a way that we really understand". Digo eu.

How not to accumulate toxic emotions



"There are studies that show that if you express your emotions through journaling, then it helps your immune system."

"... we don't want their advise. We want them to listen."

Sobre Deepak Chopra.

20 minutos

Vinte minutos à varanda.
1000 pensamentos.
Um argumento para uma história.

Mas...
Não sei porquê, palpita-me que o Hal Hartely já o terá pensado.

Duas pessoas.
Uma obsessão.
O (in)evitável?
Uma desvia-se.
Outra procura.
Amor fati.

What does it mean to be objective

Não sei se se deve à conjuntura mundial actual, em que o ser humano se vê forçado a dar muito mais do que alguma vez pensou ser capaz. Se vê obrigado a auto-superar-se ad infinitum, fazendo tantas vezes das tripas coração... Não sei.
Conseguirei, até, compreender que se torne difícil exercer a objectividade nestas circunstâncias.

Mas acho que se assim é, a coisa pode tornar-se perigosa. São imensas as realidades. São imensos os contextos. São imensas as cabeças e as sentenças...

É urgente que, no meio de tanto desespero e sofrimento, ainda haja alguém capaz de fazer análises objectivas. De tudo, enfim. Dá sempre jeito, em tantas ocasiões.

To be objective: neutral, unbiased, without prejudice, able to see multiple points of view.
Ou aqui: not influenced by personal feelings, interpretations, or prejudice; based on facts; unbiased: an objective opinion.

Da geração à rasca

Eu sou uma das mães que, por acaso (ou não...) nunca teve medo de utilizar a palavra não. Por vezes contra tudo e todos. Mas SEMPRE me afligiram aqueles que vivem com mais do que aquilo que têm. Os que vivem ansiosos para ter o que não têm só porque o vizinho do lado tem. Educar neste contexto é MUITO difícil, mas não é impossível. Apenas um pouco doloroso, por vezes.
A propósito deste texto.

Do dever e do sacrifício

O som do verbo conjugado na segunda pessoa do plural, causa, em mim, uma poderosa sensação infernal.
Ontem foi assim. Acabei por me refugiar no vale dos lençóis antes das 10 da noite, sem jantar, acompanhada de uma leitura surreal e de um ansiolítico, amaldiçoando a puta da vida. Ele há dias.

Laços



A família pode imenso.

Pode marginalizar um seu elemento desvalorizando a sua forma de estar, as suas ideias e convicções, através da maledicência, do desprezo e do exercício do desrespeito e menosprezo.

Pode ajudar a integrar os elementos mais frágeis, valorizando-os no seio da própria família, reforçando as suas qualidades e desvalorizando os seus aspectos menos bons. Fomentando a sua interacção com outros elementos da família.

A família pode imenso.

confissões

Olhe, eu vou contar-lhe uma coisa. Peço-lhe que não comente com ninguém.
A mim pediram-me que não contasse, mas eu vou contar. Mas não conte a ninguém.

E pronto. Contou-me. E agora o que faço eu com esse conhecimento?
Terei mesmo de o guardar, senão muita confusão vai gerar.

Momentos


Há certos concertos (peças musicais) que, pela sua solenidade e gestão do tempo e dos silêncios, induzem em quem os ouve aquele estado de "levitação".
O problema é que numa sala de concertos, cheia, nem toda a gente levita até à mesma altura.
Hoje, no Passio, de Arvo Pärt (Casa da Música), aconteceu que logo após o coro ter dito o amen final, eu assustei-me com a rapidez com que a sala desatou a aplaudir. Fez-me falta aquele fôlego final. Aqueles segundos de silêncio absoluto a seguir ao amen, para podermos pousar suavemente e, só então, agradecer o espectáculo. Não somos todos iguais e eu, pelos vistos, estava em minoria. Paciência.

Os muros que construo são de areia



A mim, já ninguém me magoa
porque já fui magoada tanta vez.

A mim, já ninguém me magoa porque de tanto sofrer
ganhei calo e resiliência.

A mim, já ninguém me magoa
porque não guardo ressentimentos.

A mim magoam-me muito
porque optei por partilhar a minha carne e a minha alma.
E como ser humano que sou,
cometo erros e engano-me em quem insisto confiar.

A mim magoam-me muito porque desvalorizo os ressentimentos.

A mim magoam-me muito porque a minha raiva é momentânea
e as memórias vão largando as emoções, como despojos.

Scraps

Ando pela vida recolhendo bocados de mim, espalhando bocados de mim.

People inspire me



Um: Larga lá essa merda do Facebook. Agora para falar contigo é preciso meter requerimento!

Outro: Pronto. Já estás a descer para o teu nível, num jogo porco sujo e baixo.

merda = porcaria, sujeira e baixo nível.


Um: Então que tal o filme?

Outro: Oh. Uma merda.

merda = não presta

Mitos urbanos



Foi desrespeitada nos seus mais legítimos direitos.

Gritou.

FODA-SE, CARALHO e PUTA QUE PARIU!

Ganhou fama de malcriada.

ENTENDIDO?

UNDERSTOOD?

Aviso à navegação / "Triste de quem der um ai sem achar eco em ninguém"



Este espaço é meu e eu escrevo, aqui, aquilo que me apetecer.
Se alguém se sentir incomodado com o que aqui vai lendo ou ouvindo que não se sinta na obrigação de aqui vir cuscar, a não ser que seja masoquista.

Na blogosfera só anda quem quer. Se o conteúdo deste blog não lhe agrada, procure outros blogs, que há milhares deles por aí e certamente encontrará muitos com os quais se identifica mais.

(por acaso tenho reparado que, nesta quadra festiva, a afluência a este blog tem sido a maior de sempre)

E ai de quem se atrever a praticar golpes baixos utilizando aquilo que eu aqui vou colocando!

Sem outro assunto,
F

Ele há coisas estranhas

Para seu espanto (naquela altura), recebeu um email a pedir-lhe autorização para a divulgação de imagens de alguns brinquedos seus do tempo em que era criança.

Uns tempos mais tarde lembrou-se desse pedido, e questionou por que razão a mesma pessoa que lho enviara não lhe enviou qualquer pedido para divulgar imagens nas quais entrava determinada pessoa (que para si era muito mais importante do que aqueles brinquedos).

Mirror scrapblog / Reflexions


Foto de Max Dupain
Há pessoas que têm muito pouco a dizer a seu próprio respeito. Ter, ter, não terão... Mas não o quererão fazer, não saberão como fazê-lo, terão vergonha do que possa daí sair... Preferem ver o que os outros têm para dizer. Não sei. Não me interessa. São apenas conjecturas.

Este espaço, aqui, tem-me saído de dentro. De dentro da cabeça, de dentro do coração. Da minha existência para o mundo. Sem pudor, sem vergonha. São poucos os que aqui vêm e que me conhecem. Muitos que aqui vêm, vão-me conhecendo. Quando comecei não adivinhava o "estilo", não predeterminei nada. Foi acontecendo. Ao sabor da minha vida. Das minhas conversas com as pessoas, das minhas vivências pessoais, das reflexões que a minha observação dos outros me tem proporcionado. Tudo filtrado por estados de espírito.
E eu, ao reler e rever muitas das coisas que aqui vou pondo, também me vou (re)conhecendo, também me vou analisando. Poderia ser de outra maneira? Se calhar... Mas não foi! Tem sido assim! Com franqueza e coerência.

Escorregando nos becos lamacentos,
Redemoinhando aos ventos,
Como farrapos, arrastando os pés sangrentos...