Para um dia de chuva

Lugares


Foto de Gaena da Sylvia
Onde o inanimado vive, transpira, fala.

Quando Deus abandona...


... e os homens atrapalham.

Brands

Aqui eu podia ser feliz




Obras de Marcio Kogan

Relações laborais (de confiança)

Alguém saberá onde posso ir buscar informação sobre a proporcionalidade directa da confiança do patrão nos trabalhadores e a motivação dos mesmos para o trabalho?

Encontrei alguma coisa mas ainda não é bem aquilo que procuro.

Cinemas

Corpos carregados de baldes de pipocas, alimentando cérebros carregados de banhas, onde o discernimento é ofuscado por nevoeiro mental.

Os meandros das pulsões




Lascia ch'io pianga
Qualquer luto é inevitavelmente doloroso.

:)

era bom...


... que o prazer que sentimos, quando reconhecemos que crescemos, ajudasse a diminuir as dores do crescimento.
Algo inevitável que vem com o pacote.
Uma terrível constatação.

iPad



Também subscrevo


A resposta que Edgar Alain Prost subscreveu.

Jardins


... de Cao Perrot Studio

Verdades


Na impossibilidade de comentar no próprio local, coloco aqui esta verdade, que subscrevo.

Progresso (?) :)


Foto de Nienke Klunder

Progresso





Filtra o ar, utilizando as plantas (qualquer uma).
Mais, aqui.

Aqui eu podia ser feliz


Foto: Morten Holtum

Tendências / Moda



Trabalhar com tendências de moda, embora possa parecer supérfluo, implica um conhecimento do zeitgeist, do rumo que as pessoas deste mundo tomam, dos seus hábitos, dos seus modus vivendi, dos seus pensamentos e formas de expressão.
As grandes empresas que trabalham nesta área têm ao seu serviço, gente que vive em constante viagem pelos locais culturais mais fervilhantes do mundo, sociólogos, historiadores, antropólogos, designers e artistas variados para analisarem e compreenderem como o ser humano vai estando na vida ao longo do tempo e como se projecta no futuro.
Uma área multidisciplinar.

The Dialogue Tray


de Kiki Van Eijk

consciência ecológica...


Aqui

it's not the end

People say that your dreams...

... are the only things that save ya


The Arcade Fire
Viajara para o frio do Norte levando consigo o livro que se comprometera a ler até regressar. Porém, os dias revelaram-se
longos e repletos de afazeres, e o livro foi ficando pousado na
mesinha-de-cabeceira. Lá fora a paisagem era branca e, à noite, a temperatura descia para os oito negativos — uma mera informação, algo virtual, pois aquilo que sentia era o aconchego proporcionado pela tecnologia. Pensava no sofrimento dos outros, que lhe entrava no quarto através da TV.
A viagem de regresso foi longa. Enquanto o seu corpo era transportado através do espaço aéreo, a sua atenção era guiada, estrada fora, pela sucessão das páginas do livro.
De volta ao conforto imaginado procurou retomar as rotinas.
Fazia frio em Portugal.
Retirou aquele anel que, há já algum tempo, a estava a incomodar, meteu o livro na carteira e deslocou-se até àquela já quase habitual livraria para tomar um café e para comprar o livro que lera até meio numa das últimas vezes que lá estivera.
A sala, decorada com móveis de nações diferentes, reflectia um certo despojamento, e a luz intensa e laranja que emanava do aquecedor e que complementava a iluminação, era aconchegante e perfeita para acompanhar um café com leitura... ao som dos Arcade Fire.
Pensava no sofrimento do outro.
Faz frio em Portugal.
À saída, passou pela estante, pegou nas Conversas com Albert Cossery, pagou o livro e o café e voltou para casa com o coração mais aquecido.

soltas

Quando nada mais tens, constrói cerimónias a partir do nada e dá-lhes vida com o teu sopro.

Porém, quando se curvou para perscrutar o rosto do rapaz sob o capuz formado pelo cobertor, temeu que tivesse sido destruída qualquer coisa impossível de reparar.

Queria recriar o mundo que perdera para desfrute do rapaz, mas isso implicava necessariamente recriar a perda, e achava que talvez o filho percebesse isto melhor do que ele próprio.

A Estrada, Cormac McCarthy

Em Roma, sê romano... (?)

Meu amigo, deixa sempre uma pessoa mentir um pouco, isso é inocente. Deixa-a mesmo mentir muito. Primeiro, mostras assim a tua delicadeza; segundo, também te deixarão mentir, a ti...

Eu até diria mais: segundo, não terão argumentos para não te deixar mentir também! Ou até direi ainda mais: queres mentir, mente. A mim é-me indiferente pois a minha postura é igual quer mintas ou não. Ou ainda: mente, mente, assim estás a facilitar-me a vida. Já me sinto à vontade para justificar o meu comportamento com o teu! Uma boa forma de desculpar a minha eventual irresponsabilidade e os meus actos! Ou ainda: mente, mente, e depois verás se gostas ou se ficas surpreendido se te fizerem o mesmo (ao estilo de lição!).

A propósito disto, tirado daqui, direi que muitas das vezes (arrisco dizer, quase sempre) a mentira tem pernas muito curtas e quem está habituado a usá-la ou a conviver com ela, acaba por lhe tirar o valor. Passa a fazer parte de um estilo de postura, de atitude. É como jogar às escondidinhas. Há quem goste e conheça as regras, pois também sabe que as poderá usar. Arriscarei dizer que o uso frequente deste tipo de subterfúgios torna-nos mais desconfiados... menos inocentes.
Depois, há as várias formas que a mentira pode tomar, como a "omissão", o "desviar para canto", "o mudar de assunto", "fingir que nos esquecemos", etc

Quanto ao "deixar"... isso vale para quase tudo nesta vida. Essa delicadeza é uma virtude que não fica mal a ninguém praticar. Dar o espaço necessário ao outro para que, depois, o outro possa compreender que todos precisamos de espaço, como ele.

Não apenas, mas ainda a propósito (também) da mentira, li um livro escrito por Siri Hustvedt (mulher de Paul Auster, para quem estiver interessado em saber, embora a senhora não precisa do cartão de visita do marido), chamado "Aquilo que eu Amava". Onde ela retrata bem o tipo de desconforto que a mentira recorrente pode causar aos outros.

Siri Hustvedt sempre se interessou por medicina, neurologia, psiquiatria e isso está muito presente neste seu romance. Um romance com longas dissertações sobre arte e sobre a histeria.